Todo povo tem sua História construída ao longo do tempo, através de fatos e acontecimentos que vão formando o patrimonio material e imaterial de cada comunidade. O tempo se encarrega de marcar o modo de viver e conviver da sociedade os avanços, os comportamentos e retrocessos. Tudo isso uma marca o estilo de vida e o apego a cada coisa. Daí surge a necessidade de um local para ser guardado todo este acervo, e o local propício é o museu que funciona como o guardião de História e cultura de um povo através da memória incrustada nos objetos que marcaram o estilo e comportamento de época.
Em Valença do Piauí, não é diferente, grande parte destes objetos estão expostos no Museu do Município que funciona no sede da Secretaria Municipal de Cultura. O acervo é bastante diversificado, com peça raras que mostram a cotidianidade do povo valenciano ao longo do tempo, bem como peças oriunda de outras localidade da Região. Existem mostra de material paleontológico, como fósseis, bem como artefatos de pedra, as famosas machadinhas que denotam a passagem do homem pre histórico ´por nossa região.
Uma das peças bem raras é uma gargalheira de prender escravos e uma corrente, proveniente da Fazenda Tapera, uma serra que foi utilizada na construção da Igreja Matriz Nossa Senhora do Ó nos anos 90 do século XIX.
O Museu Municipal de Valença, possui um acervo fotográfico que mostra os momentos que marcaram a sociedade valenciana. Mobiliarios antigos e peças de louças porcelana e cerâmica utilizadas pelas familias valencianas.
O Museu Municipal de Valença, possui cerca de 550 peças catalogadas, é bastante visitado tanto pelos habitantes da cidade, como por turistas que visitam a cidade.
Em Valença do Piauí, além do Museu Municipal, existem pessoas particulares que também possuem seus acervos museológicos, como a Historiadora Sonia Bomfim, que mora num casarão construído no final do século XIX, onde possui várias peças antigas formando o mobiliário do seu lar, conhecido como Casa da Tia Dina. O casarão onde a Historiadora Sônia Bomfim mora faz parte do roteiro turístico da cidade e é muito visitado pela beleza das peças e pela própria história de cada peça.
Outro local de memória na cidade de Valença do Piauí, é O Espaço Cultural Progênie de Mãe Luiza Caboré, localizado na Rua Edmundo Soares no Bairro Lavanderia, organizado e mantido pelo Prof. Historiador Antonio Jose Mambenga. O referido acervo é formado por várias peças de metal, louças, cerâmica, fotografias e livros antigos, fotografias, cédulas antigas, moedas, imagens católicas, e uma coleção de rochas com exemplares oriundos de quase todo |Brasil e alguns países do mundo. A coleção não é de "pedras preciosas" e sim formada pela procedência da Pedra. O local há três anos participa de Semana Nacional dos Museus e da Primavera dos Museus, onde tem sua programação local.
As visitas ao Museu Municipal localizado na Secretaria de Cultura, Ao Acervo Historico Cultural da Historiadora Sônia Bomfim e ao Espaço Cultural Progênie de Mãe Luiza Caboré, são agendadas.
O certo que estas instituições de acervo museológico em Valença do Piauí, servem como guardiãs da memória do povo valenciano e como local de manter viva a história do cotidiano do nosso povo.
Texto: Prof. Historiador Antonio Jose Mambenga
Valença do Piauí, 05 de abril de 2019
sexta-feira, 5 de abril de 2019
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019
CARNAVAL 2019 - VALENÇA DO PIAUÍ
CARNAVAL 2019 É
EM VALENÇA DO PIAUÍ
A cidade de Valença do
Piauí, situada a 210 km da capital Teresina, realiza neste ano de 2019 um dos
melhores carnavais do interior do Piauí. Para tanto a Prefeita Municipal Ceiça
Dias, não mediu esforço para se adequar a realidade econômica do país, e poder
proporcionar ao folião valenciano e aos turistas que optarem pela cidade, se
deleitar com o carnaval da cidade.
A organização do evento
ficará a cargo da Secretária Municipal de Cultura e Turismo, Andreyane Martins
e sua equipe de trabalho, mediados pelo o Vereador e Produtor Cultural Leilivan
Martins.
A cidade já vive o
clima carnavalesco, já ocorreram as prévias para o lançamento do tema que será
desenvolvido pelos os blocos organizados, bem como a escolha do garoto e garota
carnavalesco 2019, cuja final é
realizada na sexta feira que antecede o carnaval no grande Baile intitulado
como uma noite no Hawai, cujo tema será
uma alusão a fantasia, sob a organização do Promoter Railson Lima(Rarrah), momento também que
ocorre o Concurso de Rei e Rainha do Carnaval 2019. Neste ano os olhares se
pontuaram para a figura do folião Nemésio Soares, por preencher os requisitos
pertinentes ao rei, seja na espessura seja na elegância. ,Nemesio assume
atualmente o papel do folião Zé da Chica,(in memorian), que por sua
transcendência, foi substituído pelo
Francisco Prudencio, que mudou de credo religioso no cristianismo, o que
levou o Némesio Soares, ser aclamado
como sucessor do folião Zé da Chica. Neste ano o Carnaval de Valença, consta
com um numero bastante razoável de blocos. Cerca de 14 blocos se inscreveram , são eles : Bloco Talvez,
Bloco Desmantelo, Os kafagestes , Os cachorrões , Bloco Opa!, Bloco os Lecs,
Bloco Chama na Labigás, Bloco os Boêmios, Bloco Vai por Mim,Bloco Azam-Bujão,
Bloco Kapiteriores, Turma da Esquina, Bloco os Papudinhos, Bloco FB Pinturas, e o grupo amigos do Zé da Chica.
Cada um realizou suas prévias e participará do corso no sábado, e prometendo
muita animação.
O carnaval de Valença do Piauí , se destaca dos demais do
interior do Piauí, por seguir uma tradição que atende o gosto musical e estético do
folião da terceira idade, que prefere as marchinhas, os jovens que se
optam pelos sons e ritmos hodiernos e as
crianças, com animação e atrativos infantis. Tudo isso faz a diferença e o
protagonismo de cada faixa etária.
O tema deste ano está voltado para um dos codinomes que a
cidade já recebeu, daí a Secretária de Cultura é Turismo Andreyane Martins em
comum acordo com sua equipe de trabalho
codinominar como” Carnaval Sorriso “ a nossa festa, que se somados a animação de cada um, tudo se
transforma em alegria e bem – estar total .
Para o carnaval de Valença do Piauí, atingir este padrão, foi
preciso um querer da Gestora Municipal Ceiça Dias, em manter viva a chama
cultural da cidade na organização de eventos e manifestações alusivas as
tradições populares em sinal de respeito ao querer popular especificamente
aqueles que querem ver o
engrandecimento, e manutenção da cultura de raiz .
A Prefeitura Municipal através de sua Gestora Ceiça Dias, da
Secretaria de Cultura e Turismo Andreyane Martins, contrataram boas Bandas:
Patente A, Danny Mellody, Edy Sakana, Fafá Santana , Pilera ,Pegada para Moer,
Os Brotheres ( Fortaleza) . Vanvan Elétrico,l Montagem Elétrico e a Suingueira
Dr. Pop, e bons paredões para animar os intervalos e fazer o esquenta. Além de
contar com o apoio da Polícia Civil, Policia Militar, Seguranças particulares e
bombeiros civis . Haverá também no Corredor da Folia e Terminal Rodoviário,
duas viaturas da Policia, duas ambulâncias, com enfermeiro(a), técnico de
Enfermagem e motoristas para atendimento de Primeiros Socorro; uma cabine para
imprensa, e uma linda decoração temática, dando ar de brilho e elegância ao
folião .
Em Valença do Piauí, o carnaval mexe com o folião, ninguém
consegue ficar em casa porque as opções
são múltiplas, cuja excentricidade permeia entre os sonhos ou mesmos fantasia
individuais e coletivas, emolduradas
pelo folião, cuja metamorfose se evapora
entre o ser e as delicias do querer, porque somente o período momesco é capaz
de cristalizar utopias em realidade. Nas prévias , o chamado é feito, no corso
é o momento que a imaginação aflora e nos dias que seguem, a animação toma conta, seja com, ou sem
fantasia, abadá , ou fora dele , porque os que optam para ir de si próprio,
também fazem a diferença . É no corso onde a criatividade se explode, seja no
carro alegórico ou no chão como muitos preferem por ser diferente, nomes como: Lucinha do Samba , Aldenora da Matança , Fuxa
, Nemesio Soares, Januaris , Paulim Treme Terra , Zorro, Bambolin, Dona Maria
Elisa, Silvana dos Campestres, Besouro, Messias, Prego no Pé e tantos outros,
conseguem manter viva esta magia chamada Carnaval, como personagens e tipos
característicos, de Valença, que durante o período carnavalesco, fazem a
diferença.
O epicentro,
ocorre no Terminal Rodoviário, montado com uma boa infra estrutura, palco, som,
iluminação, barracas de bebidas, praça de alimentação, segurança, estande da saúde. Enquanto o Corredor da Folia, se
abre para funcionar com o vai e vem dos foliões, se estendendo do cruzamento da
Rua Cícero Portela com a Rua Epaminondas Nogueira até a Praça Getúlio Vargas,
todo decorado dando assim um aspecto apoteótico ao carnaval de Valença. É
neste Corredor da Folia, onde descem e
sobem os paredões do som, conduzindo os blocos, com parada obrigatória no Bar
do Nelsim, o maior é mais animado clube de rua da Região. Central do Piauí. De
lá o folião desce com opções de degustar
um Açaí , e bem como saborear o melhor espeto e arrumadinho da cidade, o Bode
Branco, confeccionado pela Zazá Mambenga, sob a Coordenação da Fernanda e Dona
Maria. Ainda neste Corredor da Folia, você desce até a Praça Getulio Vargas, no
Espaço Zé da Chica, onde funciona as marchinhas Carnavalescas, local de
encontro dos que optam pelo o carnaval tradicional. O espaço, também muito bem
decorado, cuja a animação ficará com Dodô Leite e Banda. Lá é comum as pessoas usarem suas fantasias temáticas e
realizarem um concurso para escolherem as mais bonitas e originais.
O Carnaval
de Valença se estende aos bares, no caso do
Bar da Onda na Rua Deputado Zé Nunes, cuja animação, será com a banda Kapiteriores e
Tendência do Forró e também som mecânico com marchinhas tradicionais,.
O Crovapi,
também abrirá suas portas e fará os seus vesperais no domingo, segunda e
terça-feira. Na segunda-feira, do Crovapi
sairá o maior bloco carnavalesco Infantil do Território do Vale do
Sambito, organizado pela Secretaria de Cultura, com apoio de Vereador Leilivan
Matins, o bloco será animado pela a TURMA DA ALEGRIA e vai até o Espaço Zé da
Chica. Outro espaço que desponta neste ano, é o Xique- Xique, além de servir
como concentração dos blocos para desfile até o Terminal Rodoviário, ele também
terá som mecânico para animar os foliões . Existem outras opções no carnaval
Valenciano, como: O Balneário Santa Rosa, cujo
mergulho nas suas águas frias e transparentes rejuvenesce suas energias.
A Cachoeira da Fazenda Velha, um encontro impar com a natureza. A Barragem Mesa
de Pedra, cujo o espelho da água encanta o gosto estético do mais exigente
Narciso. O banho nas águas do Rio
Sambito,na Ponte, nos limites com Aroazes, lhe proporcionam mais energias. As opções não param por aqui. Neste mesmo
período é realizado o Festival do Senhor na quadra do Colégio São Francisco na
avenida 15 de novembro, sob a organização dos carismáticos da Igreja São
Francisco e da Igreja Nossa Senhora do Ó. Outros Credos religiosos
cristãos, também se recolhem para jejum
e orações. O que se percebe que enquanto uns se divertem outros se dedicam ao
recolhimento e orações cujas súplicas são atendidas pela Divindade Superior e retornam em forma de paz.
A AABB também terá sua programação carnavalesca durante o período Momesco com muitos atrativos. No meio de tudo
isso, há bastante tempo ocorre na Rua Deputado José Nunes o Carnalinda,
organizado por um grupo de amigas que durante o período carnavalescos realizam
sua festa, além de ser um espaço aconchegante,
é decorado conforme o gosto estético das organizadoras, momento que
escolhe a Rainha que têm um reinado de 6 meses a que fica em primeiro lugar e 6 meses a que fica em segundo lugar e
assim o Carnalinda, é também um dos atrativos do Carnaval Valenciano. Assim é
realizado o carnaval em Valença, som, atrativos e coberturas especificas pelos
portais locais e regionais, Mídia televisiva, emissora de rádios, rede sociais
e o NW-DRONE.
O Carnaval
sorriso do Piauí , é em Valença , vem brincar com agente!
TEXTO: Prof. Antonio Jose Mambenga
Valença do Piauí, 22 de fevereiro de 2019
domingo, 17 de fevereiro de 2019
DOMINGOS FERREIRA
– UM ANO DE ENCONTRO COM DEUS
A vida é um espaço que se
percorre andando. Às vezes se torna grandioso, outras tão minúsculo que mal
percebemos que somos capazes de acreditar na certeza do dever cumprido. Mas são
estes momentos que evaporam ou elastecem para encontrar refúgio nos locais mais
inesperados.
A
década de 1910 passava do meio. A famosa seca 1915 ainda permeava entre a
memória das pessoas, mais pela forma negativa do que positiva pelas lembranças
da dor e do sofrimento. Mas precisamos entender que nada é permanente, tudo se
transforma.
Mesmo sem usufruir das quatro estações do ano, o calendário acusava o
mês de setembro, um dos meses mais simpáticos do ano pelas comemorações que
ocorrem, especificamente por ser o dia 16 o escolhido para vi o mundo a criança
que na pia Batismal foi confirmado o nome de Domingos e no cartório o acréscimo
de Ferreira.
Foi neste clima de primavera que
no povoado Papagaio, hoje Francinópolis, o
Casal, Manoel Ferreira e Margarida, no ano de
1919 recebiam o filho Domingos.
A criança teve uma infância normal, típica das crianças de época ajudava
os pais nos afazeres pertinentes à agricultura e similares seguindo os
paradigmas que regiam o mundo que se encontrava em plena I Guerra Mundial nas
nações européias, embora os ensinamentos familiares, as doutrinas religiosas
serviram de base para viver e conviver com as outras crianças da própria
comunidade.
Como cristão, participava dos novenários do mês de maio, dos festejos de
São Francisco de Francinópolis e de outras festividades típicas da
circunvizinhança. Gostava de participar do Reisado, do Bumba-meu-boi, onde
vestido de branco bailava interpretando a personagem da “burra” ou da “ema”.
Tudo isso lhe fazia bem e aumentava o conceito de bom filho e amigo da
população um servidor de Deus.
Quando participava destas festividades e nos momentos de folga ajudava
nos afazeres de casa preparando a festa, assando as leitoas, carneiros ou mesmo
organizando as prendas para o leilão.
Quando da passagem da Coluna Prestes, pelo Papagaio em 1926, Domingos ficou muito receoso pelas histórias
que ouvia falar, daí, não ter feito nenhuma objeção e seguir os conselhos de
seu genitor e se refugiar longe da cidade.
O tempo passou, Domingos, veio morar em Valença, onde montou uma
pensão, para receber estudantes que
vinham para estudar no ginásio do Pe. Marques. Nesta mesma pensão, tinha o
serviço de restaurante onde servia comidas típicas e convencionais o que fez o
deleite da população pelas iguarias que preparava, atendendo o paladar do mais simples ao mais
sofisticado.
O tempo passou, a idade avançou, surgiram os problemas de saúde, o que
não foram empecilho para retirar o lado família, cuidando de seus sobrinhos que
vinham para estudar ou mesmo para enfraquecer seu dom fraternal.
Católico praticante, não faltava a missa aos domingos especificamente no
turno da manhã. Era membro do Apostolado da oração e usando no bolso sua fita
símbolo. Devoto de Nossa Senhora do Ó e São Benedito, Divino Espirito Santo
onde recebia a imagem na sua residência anualmente. No período da Semana Santa,
praticava o Jejum e abstinência de carne nas quarta e sexta-feiras da Quaresma.
Anualmente participava da procissão de Bom Jesus dos Passos, conduzindo a
lendária flor de “passos”, sendo que era um dos membros dos que conduziam Nossa
Senhora das Dores, saindo da Igreja Matriz.
No mês de maio, durante toda sua vida adulta, preparava em sua
residência o altar dedicado a Nossa Senhora e durante todo mês rezava o terço.
Era comum ter as “Santas convidada” para o altar, uma Nossa Senhora da
Conceição em madeira da devoção do Senhor Chico Zeca.
Um dos momentos bem sublimes de sua vida foi quando comemorou 80 anos.
Convidou os familiares, amigos de Valença, Elesbão Veloso, Francinópolis, Aroazes
e Teresina, para juntos confraternizem; A celebração religiosa, uma missa foi
celebrada na Igreja matriz Nossa senhora do Ó, pelo Pe. Marques, seu grande
amigo e a parte social, no CROVAPI club através de um farto jantar e musica ao
vivo.
Domingos, era muito família, seus sobrinhos considerava como filhos.
Eles carinhosamente chamavam de “Padim” – Tudo era alegria, mantinha uma boa
amizade com eles embora fosse muito severo para que não sofressem as
consequencias do mundo fora de casa.
Maria da Cruz, Maria das Graças, Maria do Rosário, todos ele tinha um
carinho especial porque eram os mimos de sua vida e o deleite de sua
existência.
No final da vida, foi morar em Elesbão Veloso, embora jamais tenha
esquecido Valença e os bons momentos que aqui passou. E no dia 18/112012,
faleceu, sendo sepultado lá mesmo em Elesbão Veloso, talvez contra sua vontade,
porque amava Valença.
Foi o homem, ficou a História, que se perpetuou na Memória de cada um de seus
familiares e amigos.
Valença do Piauí, 28 de novembro
de 2013
TEXTO: Prof. Esp. Antonio Jose Mambenga
sexta-feira, 4 de janeiro de 2019
HISTÓRIA MEMÓRIA - ANTONIO JOSE MAMBENGA

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018
quinta-feira, 15 de novembro de 2018
GRATIDÃO AO CONHECIMENTO
·
Já que quinta é dia de #TBT vou relembrar esse dia mágico
para pais, filhos, professores, expectadores do Instituto Dom Quixote - Valença do Piauí - PI. Pra ter uma ideia da magia que rondou o evento, imagine crianças
felizes, pais orgulhosos, professores realizados, familiares emocionados... ou
seja, foi um sucesso só!!Esse dia foi muito importante para mim, me emocionei ao relembrar o que passei nessa escola, momentos que ficaram na memória e que formaram o alicerce para hoje eu ser a pessoa que sou. Minha emoção ao reviver a infância na escola infantil "O Guri", ver minhas professoras, que com muito carinho ainda chamo de "tia", passar aquele filme de todos os momentos felizes que passei naquelas salas de aula, projetos, feiras culturais...
Imagine como foi ver pais orgulhosos de seus filhos, por estarem com seus próprios livros em mãos!! Sim, isso mesmo... Livros!! Numa sociedade cheia de mídias e tecnologias, o livro foi o destaque principal!
Ler gera curiosidade, criatividade, incentiva a escrita, amplia o conhecimento, aumenta o vocabulário entre outros benefícios, e ver crianças tão felizes por terem sua própria produção foi encantador!!
Mas minha maior emoção foi quando me perguntaram, Suênia, e quando for a Hellen Sofia? Nossa, meus olhos encheram de lágrimas e disse: eu só vou conseguir chorar de orgulho!! Um orgulho que só quem é mãe/pai/responsável pode entender... Agradeço o convite para prestigiar esse momento único, e parabenizo toda a escola pelo belíssimo evento! Professores, gestão, administrativo, por acreditarem na educação e terem proporcionado uma noite tão linda... tão mágica!!
Texto: Profº Suênia Marla de Gênesis
quinta-feira, 13 de setembro de 2018
Valença do Piauí, 256 anos de História, Cultura e Tradição
A cidade de Valença,
localizada a 210km de Teresina capital do estado do Piauí, teve origem de uma
aldeia dos Índios Aruaques, onde atualmente é a cidade de Aroazes. Em 19 de
junho de 1761, Dom José, Rei de Portugal, assinou a Carta Regia, autorizando o
Cel. Joao Pereira Caldas, Governador da Capitania de São Jose do Piauí, criar
as primeiras vilas, dentre as quais, a de Valença. No momento a Vila seria
instalada em Aroazes, por sediar a freguesia de Nossa Senhora da Conceição, mas
no ato da instalação, por motivos ignorados a Vila foi sediada no arraial do
Catinguinha. O nome Valença, foi em homenagem a terra natal do então Governador
da Capitania, Valença em Portugal.
O tempo passou e a Vila
de Valença foi se adequando ao progresso. Em 1889, com a Proclamação da República,
a 15 de novembro, a Vila foi elevada à categoria de cidade, pelo decreto Número
03 de 30 de dezembro. Em 1943, a Cidade de Valença passou a denominar-se
Berlengas, nome este que durou até 1948, quando passou a denominar-se Valença
do Piaui.
A medida que o tempo
foi passando foi crescendo o acervo cultural dentro do patrimônio material e
imaterial.
Em cada rua, em cada
esquina, nas praças ou em lugares pitorescos, ficaram as memorias de cada um através
do papel que exerceu ou que deixou de exercer em prol do desenvolvimento
coletivo. Se por um lado existiram os benfeitores, cuja notoriedade se
imortalizaram através de homenagens em prédios, ruas, praças, logradouros públicos,
estradas e comunidades. Por outro lado, pessoas anônimas também tiveram seus
nomes cristalizados na memória de grande parcela da população e quando
lembradas, provocam elogios sinceros e menos reação contrarias de muitos que de
imediato provocam risos ou no mínimo um balançar de cabeça, reagindo uma interrogação
negativa para tal homenagem. Uma das homenagens que mais provocou alarido nesta
cidade, foi quando o Ponto de Cultura, recebeu o nome de Preta Mão de Onça,
codinome da valenciana Eva Maria da Conceição, pelo fato da homenagem ter saído
do raio dos bem nascidos, cuja quebra de paradigma remoeu as entranhas dos bem
vividos. Muitos chegaram dizer que era o pior nome que o ponto poderia receber,
mas as reações eram tão pequenas, diante do mito e do papel que a Preta
desempenhou na cidade, que deu para despertar aquilo que Torquato Neto expõe
num de seus poemas, Anjo Torto, "...Vai desentoar o coro dos contentes...".
O nome ficou, mas era
sentido uma reação muito grande por parte daqueles que se sentiam afrontados
com a homenagem.
A História de Valença,
foi sempre uma luta de classe. Em tempos passados, ocorria no beco da amargura,
a tomada do Boi da Bela Flor, organizado pelo Sr. Joaquim Quitéria, pai do
Bodim, por rapazes da elite local, moradores na parte central da cidade, entre
a rua Antônio Luiz e Rua do Maranhão.
A memória também pontua,
a Chica da Dona Eulália, que muitas vezes se transformava em animadora de
festa, cujas notas musicais eram tiradas de um pente fino e um pedaço de papel
de cigarro. Pitirran, ex-dançarino de reisado, onde desempenhava o papel da
cocó de fogo, não podia sair na rua que era escanteado e afrontado por crianças
e muitas vezes por adultos, através da expressão "coroa de Pade". Mas
como a História tem seu tempo, seu espaço e seus atores, nada mais oportuno
para mencionar a importância do Sr. Benedito, que por criar macacos, lhe foi acrescentado
o nome dos animais ao seu. Ele era fotografo, mas no sábado de aleluia, se
transformava em galo para anunciar que a missa da aleluia estava próxima a
começar. Meia noite, ele subia no cruzeiro que existia frente à igreja matriz,
abria os braços onde se encontravam fixas uns papelões em formato de asas e
cantava como galo 12 vezes, avisando o povo da redondeza que a missa já ia
começar, tudo isso porque em Valença no período da Semana Santa o sino não toca
e sim a matraca, cujo som não chegava em locais mais distantes por exemplo; as
proximidades da rua do Maranhão.
As representações sobre a história de
Valença possui um divisor através da educação, nomes como, de Raimundo Nonato
de Oliveira Marques, jamais poderá ser esquecido. Ele que nasceu na cidade de
Barra de Marataoã, estado do Piauí, no dia 13 de fevereiro de 1916. Filho de
Olímpio Marques e de Maria Ester.
Chegando
em Valença, encontrou uma cidade bastante limitada em todos os sentidos, uma
vez que era bem aguçado o sistema do coronelismo, tão típico no Brasil afora e
bem cristalizado aqui no Nordeste. Todavia, a fragilidade maior era no sistema
educacional uma vez que só existia o conhecido curso primário no Grupo Escolar
Cônego Acylino e de forma bem tímida. Escolas particulares que existiam também obedeciam
ao mesmo ciclo.
Como homem de visão acutíssima e
deliberada preocupação com a educação escolar, Pe. Marque, por intermédio do
Pe. Jose de Jesus Moura Madeira de Araújo Costa, conseguiu trazer seu irmão Antônio
de Jesus Maria Madeira de Araújo Costa, para Valença e com ele o Instituto Santo
Antônio de sua propriedade em Oeiras- PI. Daí, para a criação do Ginásio Santo Antônio
bastou a junção de Pe. Marques com o Ten. Antônio Félix de Melo, que era muito
amigo do Senador Joaquim Pires Ferreira, por quem foi dada a entrada da
documentação pedindo à Ministra da Educação e Saúde, Dona Lúcia Magalhães, o
funcionamento do Ginásio, cuja ordem chegou por telegrama no dia 19 de dezembro
de 1948.
O acervo pertinente ao
patrimônio imaterial é enorme, entre lendas e mitos, a cidade se torna um palco,
cuja representatividade vão da Baleia da Igreja de São Benedito, Procissão dos
Mortos que tem como protagonistas a Alma Penada e Prisilina. Outras lendas também
são referencias como: a mulher nua da Mesa de Pedra, a noiva da Santa Rosa, o
Bicho Gritador da Izidoria, o Galo do Arco da Igreja do Buritizal, Cavaleiro da
Rua Mundico Dantas, dentre outras que mexe com o imaginário de grande parcela
do povo Valenciano, mesmo sabendo que patrimônio imaterial é necessário para
que a cidade tenha vida.
Na certeza de que, feliz
do povo que pode comemorar o aniversário de sua cidade rememorando o
cotidianidade do sua gente! Parabéns Valença pelos 256 anos de criação!
Texto: Prof. Antônio
José Mambenga
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