sábado, 4 de maio de 2019

REPRESENTAÇÕES SOBRE O COMERCIO DE VALENÇA DO PIAUI


             REPRESENTAÇÕES SOBRE O COMERCIO EM VALENÇA DO PIAUÍ (recorte histórico)
O Comércio é uma das bases econômicas para o desenvolvimento de um lugar. Em Valença do Piauí  a atividade comercial é bem remota, cujas manifestações surgiram com a chegada dos primeiros colonizadores por volta dos anos 60 do século XVII. Com a instalação das fazendas de gado no início do século XVIII ocorreu a prática de exportação do gado para outras regiões da colônia.
O extrativismo vegetal da cera de carnaúba, leite de maniçoba e mangaba foi muito fluente no final do século XIX até o final da década de 1920, bem como a produção de rapadura e farinha e goma.
A falta de documentos escritos dificultam informações mais seguras sobre o assunto, daí a necessidade de recorrer a História memória para obter  informações pertinentes com pessoas mais idosas que viram e/ou ouviram falar sobre o comercio e comerciantes da cidade.
A feira livre, realizada aos sábados em Valença, desempenhou e ainda continua em voga, por se tratar de um tipo de comercio coletivo onde se encontra praticamente de tudo, primeiro funcionou num espaço por traz da atual Igreja São Benedito, debaixo de umas árvores de grande porte, o local ficava às margens da estrada real que passava entre as atuais casas do Sr Abdias Isidório e Sr. Jaime Lima Verde. Depois com o desenvolvimento da cidade, a feira livre funcionou num espaço do cruzamento da Rua Norberto de Castro com Mundico Dantas até o ano de 1924. O referido local por muito tempo ficou conhecido por “feira velha”.
Em 1924, o Prefeito Municipal Zeca de Castro, construiu o Mercado Público, ao lado da Igreja Nossa Senhora do Ó, com espaços suficientes para instalação de bodegas ou quitandas como eram conhecidas na linguagem de época.
Na década de 1970 o Prefeito municipal Dr Nemésio Veloso, construiu um novo local para funcionar a feira livre, dando o nome de Centro de Abastecimento “O XEREM”. Com a criação do Mercado Público em 1924 ocorreu uma definição do Comércio, das bodegas, quitandas e/ou mercearias de gêneros. Cada uma vendia de tudo, praticamente dentro da realidade sócio econômica dos moradores da cidade e região.
Em todos os estabelecimentos comerciais, tinha sal em pedra, vendido no litro ou no prato de madeira, ou em pequenas porções chamadas de “mercado”.  O café, era outro produto, era comercializado no quilo,  meio quilo, 250g, mas em grãos e cru em casa era torrado na panela de ferro mexido com uma palheta de madeira, depois socado no pilão e peneirado, mas antes passava por um processo de ser emergido em melaço, para pegar a consistência. Do que ficava na panela e pilão era feito a “margarida”, um café que era degustado por quem fazia o trabalho de preparação da massa preciosa do café. Era muito gostosa.
O açúcar, para classe popular era tão raro e caro que era vendido na colher. O freguês chegava e solicitava uma, duas, ou mesmo três colheres de açúcar. Era preciso adoecer para poder ingerir açúcar.
Linha de costurar, era vendida em novelos pequenos e só tinha na cor branca. Anil, era em forma cilíndrica no tamanho de 2cm, mas era procurado como pedra DE ANIL. Biscoitos, era bolacha Maria, também vendida por unidades. As bolachas vinham em latas de tamanho médio, geralmente nas chamadas meia latas, mas existiam umas latas em forma oval e outra redondas. Todas com tampas.
Outro produto muito vendido nestes estabelecimentos comerciais, era querosene, este também o mais fragmentado possível, litro, garrafa, meia garrafa e muitos como Dona Tereza Preta, levava a própria lamparina para comprar o mercado de querosene (quantidade suficiente para uma noite ou duas). Outro produto muito procurado era fumo de rolo, soda cáustica, naquele tempo chama de “potassa”
Nome como: Newtom Borges, Celso, Fernando Isidório, Eliseu, Piano, Zé Arteiro. Pedro Curdulino, Ze Marreiros, Dolande, Ze Cateu, dentre outros eram referencias, muitos já substituindo outros.
No Mercado Central, existiam outros pontos comerciais, para venda de tecidos, como a Loja do Sr Joaquim Lima Verde, do Sr Gil Marques, do Sr Grosso Rabelo, e do Sr João Luzia, onde vendiam:  morim, algodãozinho, linho, seda, bramante, cretone, rendas, chitas, cambraias, opalas, gorgorão, caque, riscado, tricolina, tropical, eno final da dácada de 1960, o famoso “volta ao mundo” e tergal. Os tecidos eram chamados de fazendas e eram vendidos no metro. No meio de tudo isso, tinha também chapéus e pano de rede. 
No mercado Público, existia espaço para venda de cachaça destilada e outras, cinzano, conhaque, são joão da barra, jurubeba e outras marcas, os clientes comprava, por um sistema chamado “dose”, ou meiota.
Numa das entradas frontais, porque eram quatro ao todo, a que ficava do lado da Rua Deputado Jose Nunes, ficava o Café da Dona Preta Bolô, que vendia: beiju de goma, cuscuz de milho, e bolo frito. O referido Café de Dona Preta, era aberto a partir da 5:00hs da manhã para atender as pessoas que iam comprar carne no açougue municipal que funcionava no local onde atualmente é a Casa Dantas e imediações.
Dona Preta, atendia também o serviço de restaurante com um cardápio variado que ia da costela de vaca, mão de vaca, bife de fígado acebolado, cozidão, galinha caipira, carne de porco ao molho, assada no forno e feito frito. As verduras vinham da casa da Chiquinha Furtuosa, eram: cebola em folha, coentro, alface,  folha de mantegueira e tomates d’água, só aos sábados porque vinham da comunidade macambira, cultivados por Dona Branca. As abóboras, jerimuns, e macaxeiras, eram provenientes do Riacho Barnabé trazidos pelo Sr. Martinho Sousa. Com tudo isso, mas o espaço era conhecido  por Café da Dona Preta Bolô. O serviço  de atendimento era feito por suas filhas: Morena, Leni e a Marlene, mais conhecida por Noinha mãe do Rarrá, cuja simpatia enobrecia o espaço.
Ao lado do Mercado Público, ficava a Mercearia do Sr Augusto Sampaio, uma das mais sortidas da cidade, funcionando na cidade desde o final da década e 1950. Existia também a mercearia do Sr. Eneas Barreto.
Em outros pontos da cidade existia outros estabelecimentos comerciais: Casa Martins, Farmacia Martins, Farmácia Central, Casa Nunes.
A cidade de Valença, não existia serviço de Bancos, as pessoas recorriam a senhores da elite local que praticavam a agiotagem, somente em 1968 chegou a primeira instituição financeira.
A educação escolar, também era um comercio através das escolas particulares, inclusive o Ginásio Santo Antonio.
A cidade cresceu, com isso o comercio foi se adequando a realidade de seus habitantes. Novos grupos foram chegando e se radicando na cidade, nome como o Grupo Dino Barbosa, e tantos outros. Somente na década de 1980 chegou o primeiro Supermercado, o Servilar da Dona Araci e o Sr Natan, funcionou num espaço de frente o atual Bar da Onda.    
A primeira Churrascaria, com garçon uniformizado foi a Meu Cantinho, do Juvenal Marreiro, funcionou em frente a Creche Dayane Lima Verde.
Os Bares e restaurantes, que também são referencias comerciais, podemos citar o Bar Glória às margens do Rio Catinguinha e o Bar Glória, a Pensão Moderna e a Pensão Melão. São tambem referencias comerciais que não podem deixar de ser citados, O bar e Restaurante Alvorada, a Casa Flórida e os  Postos de Gasolina Alvorada, e o Posto Esso, que funcionou em frente ao antigo Bar Glória.
Percebe-se que o comercio valenciano, funciona como um dos setores de desenvolvimento da cidade. Parei na década de 1980, ficando os anos 1990 a atualidade um novo texto.

                                           Texto: Prof. Antonio Jose Mambenga
                                            Valença do Piauí, 04/05/2019





sexta-feira, 5 de abril de 2019

ACERVO MUSEOLÓGICO DE VALENÇA DO PIAUÍ

Todo povo tem sua História construída ao longo do tempo, através de fatos e acontecimentos que vão formando o patrimonio material e imaterial de cada comunidade. O tempo se encarrega de marcar o modo de viver e conviver da sociedade os avanços, os comportamentos e retrocessos. Tudo isso uma marca o estilo de vida e o apego a cada coisa. Daí surge a necessidade de um local para ser guardado todo este acervo, e o local propício é o museu que funciona como o guardião de História e cultura de um povo através da memória incrustada nos objetos que marcaram o estilo e comportamento de época.
Em Valença do Piauí, não é diferente, grande parte destes objetos estão expostos no Museu do Município que funciona no sede da Secretaria Municipal de Cultura. O acervo é bastante diversificado, com peça raras que mostram a cotidianidade do povo valenciano ao longo do tempo, bem como peças oriunda de outras localidade da Região. Existem mostra de material paleontológico, como fósseis, bem como artefatos de pedra, as famosas machadinhas que denotam a passagem do homem pre histórico ´por nossa região.
Uma das peças bem raras é uma gargalheira de prender escravos e uma corrente, proveniente da Fazenda Tapera, uma serra que foi utilizada na construção da Igreja Matriz Nossa Senhora do Ó nos anos 90 do século XIX.
O Museu Municipal de Valença, possui um acervo fotográfico que mostra os momentos que marcaram a sociedade valenciana. Mobiliarios antigos e peças de louças porcelana e cerâmica utilizadas pelas familias valencianas.
O Museu Municipal de Valença, possui cerca de 550 peças catalogadas, é bastante visitado tanto pelos habitantes da cidade, como por turistas que visitam a cidade.
Em Valença do Piauí, além do Museu Municipal, existem pessoas particulares que também possuem seus acervos museológicos, como a Historiadora Sonia Bomfim, que mora num casarão  construído no final do século XIX, onde possui várias peças antigas formando o mobiliário do seu lar, conhecido como Casa da Tia Dina. O casarão onde a Historiadora Sônia Bomfim mora faz parte do roteiro turístico da cidade e é muito visitado pela beleza das peças e pela própria história de cada peça.
Outro local de memória na cidade de Valença do Piauí, é O Espaço Cultural Progênie de Mãe Luiza Caboré, localizado na Rua Edmundo Soares no Bairro Lavanderia, organizado e mantido pelo Prof. Historiador Antonio Jose Mambenga. O referido acervo é formado por várias peças de metal, louças, cerâmica, fotografias e livros antigos, fotografias, cédulas antigas, moedas, imagens católicas, e uma coleção de rochas com exemplares oriundos de quase todo |Brasil e alguns países do mundo. A coleção não é de "pedras preciosas" e sim formada pela procedência da Pedra. O local há três anos participa de Semana Nacional dos Museus e da Primavera dos Museus, onde tem sua programação local.
As visitas ao Museu Municipal localizado na Secretaria de Cultura, Ao Acervo Historico Cultural da Historiadora Sônia Bomfim e ao Espaço Cultural Progênie de Mãe Luiza Caboré, são agendadas.
O certo que estas instituições de acervo museológico em Valença do Piauí, servem como guardiãs da memória do povo valenciano e como local de manter viva a história do cotidiano do nosso povo.

Texto: Prof. Historiador Antonio Jose Mambenga
            Valença do Piauí,   05 de abril de 2019

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

CARNAVAL 2019 - VALENÇA DO PIAUÍ


                                CARNAVAL 2019 É EM VALENÇA DO PIAUÍ
A cidade de Valença do Piauí, situada a 210 km da capital Teresina, realiza neste ano de 2019 um dos melhores carnavais do interior do Piauí. Para tanto a Prefeita Municipal Ceiça Dias, não mediu esforço para se adequar a realidade econômica do país, e poder proporcionar ao folião valenciano e aos turistas que optarem pela cidade, se deleitar com o carnaval da cidade.
A organização do evento ficará a cargo da Secretária Municipal de Cultura e Turismo, Andreyane Martins e sua equipe de trabalho, mediados pelo o Vereador e Produtor Cultural Leilivan Martins.
A cidade já vive o clima carnavalesco, já ocorreram as prévias para o lançamento do tema que será desenvolvido pelos os blocos organizados, bem como a escolha do garoto e garota carnavalesco 2019, cuja  final é realizada na sexta feira que antecede o carnaval no grande Baile intitulado como uma noite no Hawai, cujo  tema será uma alusão a fantasia, sob a organização do Promoter  Railson Lima(Rarrah), momento também que ocorre o Concurso de Rei e Rainha do Carnaval 2019. Neste ano os olhares se pontuaram para a figura do folião Nemésio Soares, por preencher os requisitos pertinentes ao rei, seja na espessura seja na elegância. ,Nemesio assume atualmente o papel do folião Zé da Chica,(in memorian), que por sua transcendência, foi substituído pelo  Francisco Prudencio, que mudou de credo religioso no cristianismo, o que levou o Némesio Soares, ser  aclamado como sucessor do folião Zé da Chica. Neste ano o Carnaval de Valença, consta com um numero bastante razoável de blocos. Cerca de 14 blocos  se inscreveram , são eles : Bloco Talvez, Bloco Desmantelo, Os kafagestes , Os cachorrões , Bloco Opa!, Bloco os Lecs, Bloco Chama na Labigás, Bloco os Boêmios, Bloco Vai por Mim,Bloco Azam-Bujão, Bloco Kapiteriores, Turma da Esquina, Bloco os Papudinhos, Bloco  FB Pinturas, e o grupo amigos do Zé da Chica. Cada um realizou suas prévias e participará do corso no sábado, e prometendo muita animação.
O carnaval de Valença do Piauí , se destaca dos demais do interior do Piauí, por seguir uma tradição que atende o gosto musical  e estético do  folião da terceira idade, que prefere as marchinhas, os jovens que se optam pelos sons e ritmos hodiernos  e as crianças, com animação e atrativos infantis. Tudo isso faz a diferença e o protagonismo de cada faixa etária.
O tema deste ano está voltado para um dos codinomes que a cidade já recebeu, daí a Secretária de Cultura é Turismo Andreyane Martins em comum acordo com sua equipe de trabalho  codinominar como” Carnaval Sorriso “ a nossa festa,  que se somados a animação de cada um, tudo se transforma em alegria e bem – estar total .
Para o carnaval de Valença do Piauí, atingir este padrão, foi preciso um querer da Gestora Municipal Ceiça Dias, em manter viva a chama cultural da cidade na organização de eventos e manifestações alusivas as tradições populares em sinal de respeito ao querer popular especificamente aqueles que querem ver o  engrandecimento, e manutenção da cultura de raiz .
A Prefeitura Municipal através de sua Gestora Ceiça Dias, da Secretaria de Cultura e Turismo Andreyane Martins, contrataram boas Bandas: Patente A, Danny Mellody, Edy Sakana, Fafá Santana , Pilera ,Pegada para Moer, Os Brotheres ( Fortaleza) . Vanvan Elétrico,l Montagem Elétrico e a Suingueira Dr. Pop, e bons paredões para animar os intervalos e fazer o esquenta. Além de contar com o apoio da Polícia Civil, Policia Militar, Seguranças particulares e bombeiros civis . Haverá também no Corredor da Folia e Terminal Rodoviário, duas viaturas da Policia, duas ambulâncias, com enfermeiro(a), técnico de Enfermagem e motoristas para atendimento de Primeiros Socorro; uma cabine para imprensa, e uma linda decoração temática, dando ar de brilho e elegância ao folião .
Em Valença do Piauí, o carnaval mexe com o folião, ninguém consegue ficar em casa porque  as opções são múltiplas, cuja excentricidade permeia entre os sonhos ou mesmos fantasia individuais e coletivas,  emolduradas pelo  folião, cuja metamorfose se evapora entre o ser e as delicias do querer, porque somente o período momesco é capaz de cristalizar utopias em realidade. Nas prévias , o chamado é feito, no corso é o momento que a imaginação aflora e nos dias que seguem, a  animação toma conta, seja com, ou sem fantasia, abadá , ou fora dele , porque os que optam para ir de si próprio, também fazem a diferença . É no corso onde a criatividade se explode, seja no carro alegórico ou no chão como muitos preferem por ser diferente, nomes como:  Lucinha do Samba , Aldenora da Matança , Fuxa , Nemesio Soares, Januaris , Paulim Treme Terra , Zorro, Bambolin, Dona Maria Elisa, Silvana dos Campestres, Besouro, Messias, Prego no Pé e tantos outros, conseguem manter viva esta magia chamada Carnaval, como personagens e tipos característicos, de Valença, que durante o período carnavalesco, fazem a diferença.
            O epicentro, ocorre no Terminal Rodoviário, montado com uma boa infra estrutura, palco, som, iluminação, barracas de bebidas, praça de alimentação, segurança, estande  da saúde. Enquanto o Corredor da Folia, se abre para funcionar com o vai e vem dos foliões, se estendendo do cruzamento da Rua Cícero Portela com a Rua Epaminondas Nogueira até a Praça Getúlio Vargas, todo decorado dando assim um aspecto apoteótico ao carnaval de Valença. É neste  Corredor da Folia, onde descem e sobem os paredões do som, conduzindo os blocos, com parada obrigatória no Bar do Nelsim, o maior é mais animado clube de rua da Região. Central do Piauí. De lá  o folião desce com opções de degustar um Açaí , e bem como saborear o melhor espeto e arrumadinho da cidade, o Bode Branco, confeccionado pela Zazá Mambenga, sob a Coordenação da Fernanda e Dona Maria. Ainda neste Corredor da Folia, você desce até a Praça Getulio Vargas, no Espaço Zé da Chica, onde funciona as marchinhas Carnavalescas, local de encontro dos que optam pelo o carnaval tradicional. O espaço, também muito bem decorado, cuja a animação ficará com Dodô Leite e Banda. Lá é comum  as pessoas usarem suas fantasias temáticas e realizarem um concurso para escolherem as mais bonitas e originais.
            O Carnaval de Valença se estende aos bares, no caso do  Bar da Onda na Rua Deputado Zé Nunes, cuja  animação, será com a banda Kapiteriores e Tendência do Forró e também som mecânico com marchinhas tradicionais,.
            O Crovapi, também abrirá suas portas e fará os seus vesperais no domingo, segunda e terça-feira. Na segunda-feira, do Crovapi  sairá o maior bloco carnavalesco Infantil do Território do Vale do Sambito, organizado pela Secretaria de Cultura, com apoio de Vereador Leilivan Matins, o bloco será animado pela a TURMA DA ALEGRIA e vai até o Espaço Zé da Chica. Outro espaço que desponta neste ano, é o Xique- Xique, além de servir como concentração dos blocos para desfile até o Terminal Rodoviário, ele também terá som mecânico para animar os foliões . Existem outras opções no carnaval Valenciano, como: O Balneário Santa Rosa, cujo  mergulho nas suas águas frias e transparentes rejuvenesce suas energias. A Cachoeira da Fazenda Velha, um encontro impar com a natureza. A Barragem Mesa de Pedra, cujo o espelho da água encanta o gosto estético do mais exigente Narciso. O banho nas águas  do Rio Sambito,na Ponte, nos limites com Aroazes, lhe proporcionam mais energias.  As opções não param por aqui. Neste mesmo período é realizado o Festival do Senhor na quadra do Colégio São Francisco na avenida 15 de novembro, sob a organização dos carismáticos da Igreja São Francisco e da Igreja Nossa Senhora do Ó. Outros Credos religiosos cristãos,  também se recolhem para jejum e orações. O que se percebe que enquanto uns se divertem outros se dedicam ao recolhimento e orações cujas súplicas são atendidas pela Divindade  Superior e retornam em forma de paz.
A AABB também terá sua programação carnavalesca  durante o período  Momesco com muitos atrativos. No meio de tudo isso, há bastante tempo ocorre na Rua Deputado José Nunes o Carnalinda, organizado por um grupo de amigas que durante o período carnavalescos realizam sua festa, além de ser um espaço aconchegante,  é decorado conforme o gosto estético das organizadoras, momento que escolhe a Rainha que têm um reinado de 6 meses a que fica em primeiro  lugar e 6 meses a que fica em segundo lugar e assim o Carnalinda, é também um dos atrativos do Carnaval Valenciano. Assim é realizado o carnaval em Valença, som, atrativos e coberturas especificas pelos portais locais e regionais, Mídia televisiva, emissora de rádios, rede sociais e o  NW-DRONE.
            O Carnaval sorriso do Piauí , é em Valença , vem brincar com agente!
TEXTO: Prof. Antonio Jose Mambenga
Valença do Piauí, 22 de fevereiro de 2019

domingo, 17 de fevereiro de 2019


                             DOMINGOS FERREIRA – UM ANO DE ENCONTRO COM DEUS

        A  vida é um espaço que se percorre andando. Às vezes se torna grandioso, outras tão minúsculo que mal percebemos que somos capazes de acreditar na certeza do dever cumprido. Mas são estes momentos que evaporam ou elastecem para encontrar refúgio nos locais mais inesperados.
        A década de 1910 passava do meio. A famosa seca 1915 ainda permeava entre a memória das pessoas, mais pela forma negativa do que positiva pelas lembranças da dor e do sofrimento. Mas precisamos entender que nada é permanente, tudo se transforma.   
        Mesmo sem usufruir das quatro estações do ano, o calendário acusava o mês de setembro, um dos meses mais simpáticos do ano pelas comemorações que ocorrem, especificamente por ser o dia 16 o escolhido para vi o mundo a criança que na pia Batismal foi confirmado o nome de Domingos e no cartório o acréscimo de Ferreira.
        Foi neste clima de  primavera que no   povoado Papagaio,    hoje    Francinópolis, o
Casal, Manoel Ferreira e Margarida, no ano de 1919 recebiam o filho Domingos.
         A criança teve uma infância normal, típica das crianças de época ajudava os pais nos afazeres pertinentes à agricultura e similares seguindo os paradigmas que regiam o mundo que se encontrava em plena I Guerra Mundial nas nações européias, embora os ensinamentos familiares, as doutrinas religiosas serviram de base para viver e conviver com as outras crianças da própria comunidade.
         Como cristão, participava dos novenários do mês de maio, dos festejos de São Francisco de Francinópolis e de outras festividades típicas da circunvizinhança. Gostava de participar do Reisado, do Bumba-meu-boi, onde vestido de branco bailava interpretando a personagem da “burra” ou da “ema”. Tudo isso lhe fazia bem e aumentava o conceito de bom filho e amigo da população um servidor de Deus.
          Quando participava destas festividades e nos momentos de folga ajudava nos afazeres de casa preparando a festa, assando as leitoas, carneiros ou mesmo organizando as prendas para o leilão.
           Quando da passagem da Coluna Prestes, pelo Papagaio em 1926,  Domingos ficou muito receoso pelas histórias que ouvia falar, daí, não ter feito nenhuma objeção e seguir os conselhos de seu genitor e se refugiar longe da cidade.
            O tempo passou, Domingos, veio morar em Valença, onde montou uma pensão,  para receber estudantes que vinham para estudar no ginásio do Pe. Marques. Nesta mesma pensão, tinha o serviço de restaurante onde servia comidas típicas e convencionais o que fez o deleite da população pelas iguarias que preparava,  atendendo o paladar do mais simples ao mais sofisticado.
            O tempo passou, a idade avançou, surgiram os problemas de saúde, o que não foram empecilho para retirar o lado família, cuidando de seus sobrinhos que vinham para estudar ou mesmo para enfraquecer seu dom fraternal.
             Católico praticante, não faltava a missa aos domingos especificamente no turno da manhã. Era membro do Apostolado da oração e usando no bolso sua fita símbolo. Devoto de Nossa Senhora do Ó e São Benedito, Divino Espirito Santo onde recebia a imagem na sua residência anualmente. No período da Semana Santa, praticava o Jejum e abstinência de carne nas quarta e sexta-feiras da Quaresma. Anualmente participava da procissão de Bom Jesus dos Passos, conduzindo a lendária flor de “passos”, sendo que era um dos membros dos que conduziam Nossa Senhora das Dores, saindo da Igreja Matriz.
         No mês de maio, durante toda sua vida adulta, preparava em sua residência o altar dedicado a Nossa Senhora e durante todo mês rezava o terço. Era comum ter as “Santas convidada” para o altar, uma Nossa Senhora da Conceição em madeira da devoção do Senhor Chico Zeca.
          Um dos momentos bem sublimes de sua vida foi quando comemorou 80 anos. Convidou os familiares, amigos de Valença, Elesbão Veloso, Francinópolis, Aroazes e Teresina, para juntos confraternizem; A celebração religiosa, uma missa foi celebrada na Igreja matriz Nossa senhora do Ó, pelo Pe. Marques, seu grande amigo e a parte social, no CROVAPI club através de um farto jantar e musica ao vivo.
           Domingos, era muito família, seus sobrinhos considerava como filhos. Eles carinhosamente chamavam de “Padim” – Tudo era alegria, mantinha uma boa amizade com eles embora fosse muito severo para que não sofressem as consequencias do mundo  fora de casa.
          Maria da Cruz, Maria das Graças, Maria do Rosário, todos ele tinha um carinho especial porque eram os mimos de sua vida e o deleite de sua existência.
           No final da vida, foi morar em Elesbão Veloso, embora jamais tenha esquecido Valença e os bons momentos que aqui passou. E no dia 18/112012, faleceu, sendo sepultado lá mesmo em Elesbão Veloso, talvez contra sua vontade, porque amava Valença.
            Foi o homem, ficou a História, que  se perpetuou na Memória de cada um de seus familiares e amigos.

                                                    Valença do Piauí,  28 de novembro de 2013

TEXTO: Prof. Esp. Antonio Jose Mambenga

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

HISTÓRIA MEMÓRIA - ANTONIO JOSE MAMBENGA


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Um tipo conhecido como Antônio José Mambenga – memória viva da cultura valenciana


Há sempre e em cada lugar os “tipos” que marcam o imaginário popular, seja pela maneira quase anônima (não oficial, para ser mais exato), seja pela capacidade que possuem em registrar na memória a história da sua e de outras gerações. Aquele tipo que se preocupa com o inusitado, com o desconhecido, com o não valorizado. Um tipo que se mistura a outros sem nenhum receio de ser apresentável por se sentir (já o sendo) da mesma origem das suas personagens reais ou imaginárias. Esse guarda uma inteligência invejável, uma memória genial, brilhante, encantadora, sem as quais seria difícil reviver momentos importantes da nossa cultura.
Viva a cidade quem mantém em seu quadro um tipo como o professor Antônio José Mambenga, que a troco de nada (e ao mesmo tempo de tudo) se empenha num projeto espinhoso de manter vivas as tradições de sua gente. Alguém que umbilicalmente não se desgruda da sua região por entender a importância que ela tem para si e para os outros, até mesmo para aqueles que sequer notam tamanha importância. Antônio José é apegado a tudo o que diz respeito a sua terra que, na maioria das vezes, o olha com indiferença, para não usar o peso da palavra descaso.
Como não aproveitar incessantemente uma inteligência que brota do próprio chão e ali mesmo finca raízes? A resposta é simples: Valença do Piauí, infelizmente é melhor madrasta que mãe, basta consultar a professora Etevalda Oliveira, sobre quem me reportarei noutra oportunidade, por ter sido a peça chave da minha trajetória no exercício do magistério.
O Mambenga, caros leitores, bem que podia ter seguido a sua trilha, velejado em outros mares, se o seu compromisso de mudar a mentalidade da sua gente tivesse sido menor que o sonho quixotesco de torná-lo possível. Conheci-o desde cedo nos trabalhos escolares que exigiam sempre uma entrevista com alguém que conhecesse a história da nossa terra, da nossa gente. Foi ali mesmo entre velharias, livros raros e um caixão de São Vicente de Paula, que ouvi, encantado como muitos da minha geração, as lições do mestre. Era o nosso passado se materializando pela palavra por isso conversar com esse tipo, chamado Antonio José Mambenga, tornou-se para mim uma rotina.
Infelizmente nascem outros “tipos” (metidos a sabidos), ou alguns de seu tempo se revelam tentando ocupar espaço. Esses se são notados é como um raio que corta o céu e desaparece. Seu brilho efêmero não incomoda, nem ilumina, só quando, não sei se por inveja, ou por malícia mesmo, tentam macular a imagem do que veio para permanecer e ser admirado. O Mambenga vem conseguindo ao longo de sua trajetória se firmar pelo que realmente faz, e ainda que não cobre terá sempre os elogios merecidos e a defesa involuntária, principalmente quando os outros “tipos”, de forma covarde, passam a duvidar de sua lisura frente aos assuntos culturais da nossa terra.
E se hoje saio em sua defesa é por acreditar no sonho quixotesco de transformar a mentalidade da nossa gente. Por acreditar nas histórias e estórias de pessoas anônimas que se imortalizaram pela importância que o professor Antônio José Mambenga lhes reservou no decurso da história, como a conhecida “Preta Mão-de-onça”.
Nas suas conversas haverá sempre a lembrança mágica de um tempo que não se apaga. Resta aos valencianos reconhecer mais o legado do mestre que um dia poderá se imortalizar através de livros ou noutras memórias.
Dificilmente Valença encontrará alguém que, como ele, se dedique de forma despretensiosa a manter viva a memória e a cultura valenciana.

REFERENCIA BIBLIOGRÁFICA:

GOMES, Kássio Fernando, Professor e Historiador
www.piaui.com.br -  Turismo e Gastronomia (Coluna: valencianas)
Teresina - Piauí



segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

GRATIDÃO AO CONHECIMENTO






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A imagem pode conter: 3 pessoas, incluindo Suênia Marla, pessoas sorrindo, pessoas em pé e comidaJá que quinta é dia de #TBT vou relembrar esse dia mágico para pais, filhos, professores, expectadores do Instituto Dom Quixote - Valença do Piauí - PI. Pra ter uma ideia da magia que rondou o evento, imagine crianças felizes, pais orgulhosos, professores realizados, familiares emocionados... ou seja, foi um sucesso só!!
Esse dia foi muito importante para mim, me emocionei ao relembrar o que passei nessa escola, momentos que ficaram na memória e que formaram o alicerce para 
hoje eu ser a pessoa que sou. Minha emoção ao reviver a infância na escola infantil "O Guri", ver minhas professoras, que com muito carinho ainda chamo de "tia", passar aquele filme de todos os momentos felizes que passei naquelas salas de aula, projetos, feiras culturais... 
Imagine como foi ver pais orgulhosos de seus filhos, por estarem com seus próprios livros em mãos!! Sim, isso mesmo... Livros!! Numa sociedade cheia de mídias e tecnologias, o livro foi o destaque principal! 
Ler gera curiosidade, criatividade, incentiva a escrita, amplia o conhecimento, aumenta o vocabulário entre outros benefícios, e ver crianças tão felizes por terem sua própria produção foi encantador!!
Mas minha maior emoção foi quando me perguntaram, Suênia, e quando for a Hellen Sofia? Nossa, meus olhos encheram de lágrimas e disse: eu só vou conseguir chorar de orgulho!! Um orgulho que só quem é mãe/pai/responsável pode entender... Agradeço o convite para prestigiar esse momento único, e parabenizo toda a escola pelo belíssimo evento! Professores, gestão, administrativo, por acreditarem na educação e terem proporcionado uma noite tão linda... tão mágica!!

Texto: Profº Suênia Marla de Gênesis
A imagem pode conter: 3 pessoas, incluindo Suênia Marla, pessoas sorrindo, pessoas em pé e comida