sexta-feira, 8 de julho de 2016

CONHEÇA A HISTÓRIA DA LENDA DA BALEIA EM VALENÇA DO PIAUÍ




A BALEIA AZUL

A lenda da Baleia Azul não nos vem, como seria de se esperar, de algum município litorâneo do Piauí, mas sim da mesma Valença que descrevemos.
Na cidade-sede do município destaca-se entre os fiéis a antiga igreja de São Benedito, datada de 1727. Este templo cristão é objeto de uma curiosa lenda, a da gigantesca Baleia Azul. Os moradores mais antigos da cidade já ouviram de seus avós a estranha história sobre o monumental cetáceo, que apareceu, não se sabe como, em Valença.
Sedento por tão longa viagem do litoral ao interior do Piauí, o gigantesco mamífero marinho sorveu de uma só vez toda água do Rio Caatinguinha, que passa próximo àquela igreja. Dizem que nessa época o rio era muito caudaloso, tornando-se o filete d’água de hoje após a baleia saciar sua sede fenomenal...
Dizem que esta baleia hoje está confortavelmente adormecida, como que hibernando, com a cabeça sob a igreja de São Benedito, e com o rabo sob a igreja de Nossa Senhora da Conceição, na cidade de Aroazes, a 40km...
Com o comprimento da baleia de 40 km, não é de se estranhar que se diga que o Rio Caatinguinha já foi tão volumoso quanto o Rio Parnaíba... a sede da baleia justifica a redução das águas...
Certa vez, as paredes da igreja começaram a se rachar de maneia natural, pelas variações diárias de temperatura. Para os mais crédulos, isto ocorreu com a baleia se remexendo no seu leito, abaixo da igreja. Talvez estivesse se espreguiçando...
Dizem que se o mostro acordar totalmente, regurgitará a água que bebeu, e o Rio Caatinguinha terá de volta seu antigo volume, inundando a cidade. Por isso é que, tão logo apareçam rachaduras nas paredes da igreja, os mais temerosos logo tratam de consertá-las...
Nos anos 80 Dona Ditosa, fervorosa devota de São Benedito, teve um sonho revelador, onde o santo lhe dizia:
 — “Ditosa, cuidado! Mas mesmo assim, vá na casa de Antônio José, e diga pra ele fazer um estandarte para mim, e no dia que ele entregar, eu tenho que ir (a imagem) pra casa dele em procissão com a banda de música e foguetório. Eu vou segurar por mais tempo (a baleia).”
Nessa época, Antônio José, por sinal, o intelectual valenciano que nos relatou toda essa lenda, morava em Floriano. Tão logo retornou ao município de Valença, foi procurado por Dona Ditosa, providenciou o estandarte e ela cumpriu o que o santo lhe solicitou: procissão movimentada, foguetório e banda de música, tudo num alegre domingo. Assim, a baleia ficou segura mais algum tempo no seu repouso, evitando-se uma tragédia com o seu despertar...
Outro episódio pitoresco sobre a baleia ocorreu também nos anos 80, quando da perfuração de um poço ao lado da igreja de São Benedito. Certo dia, à meia-noite, um barulho estranho foi interpretado como uma reação à profanação, por parte das máquinas, ao leito da baleia. Dizem que esta, irritada com a perfuração, esguichou água acima da torre da igreja...
Todas essas piedosas e até anedóticas histórias sobre a Baleia Azul de Valença podem ter, na nossa opinião pessoal, uma explicação paleontológica. Supomos que, quando da construção do alicerce da igreja, no século XVIII, os escravos e feitores devem ter desenterrado alguma ossada de animais da megafauna, como paleolama, preguiça gigante, smilodon (tigre dente-de-sabre), mastodonte, etc.
Como ficaram espantados ante ossadas tão descomunais, alguém as deve ter associado a baleias, pelo seu gigantismo. Afinal naquela época ainda não existia a paleontologia para explicar as ossadas da megafauna.
Assim se pode explicar por que corre a tradição de que sob a Igreja de São Benedito se encontra uma baleia em repouso secular.
A lenda da Baleia Azul já está hoje integrada no folclore fabuloso do Estado do Piauí. Mas cuidado, a baleia Azul pode acordar a qualquer hora... Por via das dúvidas, use o seu colete salva-vidas...


REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

COUTINHO, Reinaldo, Antiguidades Valencianas, Editora Caburé, Teresina - Piauí - 2000

sexta-feira, 24 de junho de 2016

PROF. SOLIMAR GOMES, DEIXOU SEU LEGADO NA HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO VALENCIANA

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             A  vida é um palco, onde  cada um se apresenta como pode e deve se apresentar. Não existem predestinados. Todos  somos capazes e livres para aquilo queremos ser ou  fazer , dependendo  do meio onde são encontrados   os subsídios para realizar nossos sonhos.
             A Biblia Sagrada, alude na parábola do semeador que o campo é o mundo; e a boa semente são os filhos de reino. Mas  no terreno fértil  as sementes lançadas nascerão e produzirão.
             Baseado neste contexto, o momento torna-se oportuno para dizer que a Educação valenciana perdeu nesta segunda semana de junho, uma de suas grandes referências culturais  na Educação Letrada, o Prof. Solimar Gomes de Sousa.
              Solimar, nasceu no município de Novo Oriente,  na localidade Caraíba, no dia 15 de outubro de 1962,  filho do Sr.  Jose Clementino Gomes e da Sra. Maria Ana da Conceição.  Meses após seu nascimento a família foi residir na comunidade Pé da Serra, também no município de Novo Oriente. Com seis anos de idade, Solimar, foi  adotado por Dona Maria  Gomes do Nascimento Lima e seu esposo, Sr. Gregório Barbosa,  que o conduziram à comunidade Buritizal onde se radicou. O tempo passou e Dona Maria Lima, ficou viúva, mas mesmo assim continuou, criando seus filhos biológicos e seus filhos do coração, num total de cinco, dentre eles Solimar.
Dona Maria Lima, casou-se novamente, com o Sr. Jose da Costa Pina, mas conhecido na comunidade por Zezo. Passado uns anos, o casal, Maria Lima e Zezo, deixaram a comunidade Buritizal e foram morar na cidade de Novo Oriente. Para a nova moradia, levaram todos os filhos, inclusive Solimar. Em Novo Oriente, fixaram residência à Rua Sete de Setembro.
Apesar das constantes mudanças, sua infância, foi igual a das demais crianças de sua época; vida bucólica,  ou mesmo cuidando dos afazeres da família, uma vez que praticavam a agricultura.
Foi entremeando a exuberante paisagem do Buritizal e adjacência, que participava das farinhadas, moagens e outros trabalhos típicos da vida campesina. Mas o que lhe chamava atenção  era a simbologia da arte rupestre tão comum na comunidade. Primeiramente entendia como uma coisa divina mas o tempo se encarregou de descobrir que se tratava de vestígios humanos.
Solimar, recebeu suas primeiras orientações na Educação letrada com o Prof. França Abreu, de quem herdou a caligrafia e o aprimoramento da continuação da educação recebida em casa.
A vida, lhe traçava caminhos, ainda na puberdade ficou órfão de sua mãe do coração, Dona Maria Lima. Mas, a convergência dos cuidados se dirigiram para o Sr. Cândido, filho de Dona Maria Lima e seu padrinho de Batismo. Pessoa que Solimar tinha muito apreço e consideração. Percebia-se o apego e zelo, quando se referia a “Padim Cãindo”.
O tempo passou, a adolescência, apresentava sinais. Solimar, pensa mais distante. O mundo lhe abria portas, os caminhos se cruzavam, e aprendizagem na família, os ensinamentos recebidos do Prof. França Abreu,  serviram de base e se imbricaram para rumar em busca do destino.
                Em 1978,  Solimar,  rumbeia com destino a cidade de Picos-Piauí, para prestação do Serviço Militar Obrgatório. Lá soube  compreender, lidar e aplicar o dístico da Bandeira do Brasil “Ordem e Progresso”.       Terminado o período,  sob a orientação do Pe. Raimundo  Nerys  Sobrinho, seguiu  para Teresina capital do estado,  para ingressar na vida religiosa, no Seminário Menor.                                                                         Em Teresina, concluiu o Ensino Médio, estudou Filosofia e Teologia no Seminário Menor, cuja interligação com a Divindade Superior lhe deu ser uma pessoa temente a Deus, bem como o emprego da ética, dos bons costumes  e de reservas pessoais. Se comunicava com todos mas tudo com moderação.
No início da década de 1980, quando saiu do Seminário, retornou para comunidade Buritizal, e por intermédio de seu padrinho Cândido Costa, exerceu a docência na escola local. Por volta de 1985, vem morar em Valença, numa casa do Seu  padrinho Cândido Costa, na Av. 15 de novembro. Em março de 1986, através da Profª Teresinha Ferreira, a época Diretora do Colégio Santo, iniciou a docência no referido colégio. Em abril do mesmo ano, recebe portaria do Secretário de Educação lhe conferindo a cátedra das disciplinas Língua Portuguesa e Literatura, mas Prof. Solimar, trabalhou no mesmo período com as disciplinas: Filosofia e Religião.
Solimar, possuia o dom da oratória, uma boa tonalidade vocal, cuja erudição ultrapassou os limites da cidade. Cantava, gostava das artes e acima de tudo uma pessoa temente a Deus. Tinha sua devoções prediletas. Não gostava das primeiras cadeiras, seguia os ensinamentos bíblicos para tanto.
Em 1994, prestou vestibular para Letras Português, no primeiro vestibular ocorrido em Valença pela UESPI, onde logrou a primeira colocação.
Em 2001, fez pós graduação (latu senso) em Docência do Ensino Superior, na Faculdade São Judas Tadeu.
Trabalhou com Língua Portuguesa, no Educandário Claro Alves.
Foi membro da Diretoria do CROVAPI CLUBE por mais de uma vez.
Trabalhou na Secretaria Municipal de Cultura, como chefe do Departamento de Turismo e Eventos Culturais.
Como agente cultural, foi membro da Quadrilha Matutos da Noite da Profª Dona Rodrigues, onde foi noivo por várias vezes.
Foi o apresentador Oficial do Festival Cultural de Quadrilhas Juninas de Valença do Piauí, por vários anos, no Arraial do Gorgulho.
Foi Diretor do Colégio Santo Antonio .
O tempo passou, Prof. Solimar, muda de endereço, saiu da Av . 15 de novembro e foi para Rua 7 de setembro, para sua residência própria. Com o passar do tempo, apresenta os primeiros sinais de debilidade na saúde, mas teve o apoio dos professores Ivanilson Paulo Mambenga e da Profª Rosali Ferreira que o conduziram até Teresina para tratamento.
Últimamente, Prof. Solimar, demonstrava sinal de cansaço, já prestava serviço no CEJA, onde encontrou novos amigos na educação.
Mas como tudo é predestinado por o Ser Supremo, seus amigos, não puderam acompanhar de perto seu estado de saúde, mesmo sabendo que ele estava procurando alternativas em Teresina. E para surpresa geral do povo valenciano, saiu a notícia  de sua partida para dimensão Superior. Cuja transcendência ocorreu também de surpresa até mesmo para ele.
Foi o homem, ficou a sua História, na certeza que ninguém morre enquanto permanece vivo na memória das pessoas e de seus amigos, pelo legado de amizade e cultural que deixou.

                                                   Valença do Piauí, 19 de junho de 2016     
                                                          Prof. Antonio Jose Mambenga

domingo, 19 de junho de 2016

ANA FRANCISCA FERREIRA, "MÃE ANA" - UMA VALENCIANA QUE VIVEU E CONSTRUIU HISTÓRIA EM NOSSA CIDADE


Ana Francisca Ferreira, "Mãe Ana", viveu 105 anos. Durante toda sua vida dedicou-se à vida religiosa, sob orientação de seus pais ainda quando criança. Criou sua família, dentro dos mesmos princípios.Mãe Ana. foi uma fonte histórica para Valença do Piauí, pois nasceu sob a influência e costumes do final do século XIX, viveu  97 anos do século XX e 8 anos do século XXI. Na adolescência, ocorreu a 1ª Guerra Mundial. Casou-se em 1922, quando o Brasil fez um século de "Independência Política", momento também que ocorreu a Semana de Arte Moderna de 1922, foi uma das refugiadas no Deserto, pós o Sitio Juaí, quando da Passagem da Coluna Prestes por Valença - 1925/1926, sofreu com as consequencias  econômicas da quebra da Bolsa de Valores de New York, em 1929. Se apavorou, com as notícias da Revolução de 1932. Votou pela primeira vez em 1934.
Não  suportava os governos totalitários do Nazismo e do Fascismo, porque direto e/ou indiretamente atingia Valença,  no período entre guerra.                                                                                                        
                                                                                                                                                         Durante a Segunda Grande Guerra Mundial, ficou muito preocupada pelas vidas que se apagavam no campo de Batalha, cujas notícias chegavam até seus ouvidos pelas ondas sonoras do único meio de comunicação da cidade, "um rádio" na residência do Dr. Ângelo, localizada na Rua do Maranhão . Visitou e ajudou Dona Amélia e o Sr. João Velho, quando da doença do Terto.Mãe Ana, também participou do Panelaço organizado por Dona Marica do Sr. Cloves Veloso, em protesto pela não passagem da BR 316 pelas ruas centrais de Valença em 1952.
Assistiu a 1ª Quadrilha junina organizada,  realizada em Valença do Piauí no ano de 1958, durante um festejo de São Benedito no mês de julho. Assistiu a inauguração do prédio onde atualmente funciona o Colégio Santo Antonio do dia 20 de setembro de 1962, onde de pé aplaudiu seu irmão João Ferry quando declamou o soneto sobre o bicentenário de Valença. Chorou, quando retiraram as imagens dos altares laterais da Igreja Nossa Senhora do Ó,  pós o Concílio Vaticano II. Protestou quando o Pe. Lauro, mudou a imagem de Nossa Senhora do Ó,  num período do festejo para a capela onde atualmente é a capela  do Divino Espírito Santo. Mãe Ana, como era conhecida, foi a testemunha ocular dos principais fatos e acontecimentos sociais e religiosos de nossa cidade. Somos gratos por tudo, Mãe Ana.
Texto: Prof. Antonio Jose Mambenga
 

quinta-feira, 16 de junho de 2016

BALEIA AZUL e/ou BALEIA DA IGREJA SÃO BENEDITO EM VALENÇA DO PIAUÍ


A lenda da baleia da Igreja São Benedito, é a mais conhecida na cidade de Valença do Piauí. Construída pelo imaginário das pessoas mas dentro de um recorte temporal. Para uns, é fugitiva da arca de Noé a época do dilúvio. Outros, arriscam outras origens. O importante é que é nossa lenda e ganha o mundo buscando ouvidos atentos para cristalizar sua história. Muito até se chateiam, às vezes provocado por leituras sobre o assunto. Mas é nossa baleia. Nossa lenda! Se o seu tamanho impressiona, são apenas 40 kms. A cabeça em Valença do Piauí, debaixo da Igreja São Benedito e a cauda sob a Igreja Nossa Senhora da Conceição em Aroazes-Piauí. Quanto a água do Rio Catinguinha que ela bebeu. Tudo bem! O rio Catinguinha era muito caudaloso, segundo os mais velhos, por aquela ponte que ainda existe, era comum passar vaqueiro montado em cavalos atrás de boi. Pelas informações captadas, uns três a três metros e meio de altura. Outra evidência do tamanho do Rio é que alguem, não sabemos quando, mas pelas evidências quando da mudança da capital de Oeiras para Teresina (1852), alguem codinominou o espaço da atual Praça Pereira Caldas de Rua do Maranhão e as terras que estavam do outro lado de Piauí, especificamente o espaço que compreende a Praça José Martins e adjacências. Neste caso alguem considerou o rio Catinguinha como o Rio Parnaíba. Não iriam arriscar um comparativo com o Rio Parnaíba, um corrego qualquer. Neste caso, mostra a dimensão do Rio Catinguinha. Isso mostra que realmente a água foi ingerida pela Baleia. Ainda bem que ela está dormindo. Mas diz a lenda, se ela acordar, toda água será expelida e a cidade será inundada. Neste caso, que o sono seja eterno e a lenda continua.
Texto: Prof. Antonio Jose Mambenga

terça-feira, 14 de junho de 2016

PROF. ANTONIO JOSE MAMBENGA (Juazeiro - Bahia - 2013)






O conhecimento de cada um é adquerido conforme sua necessidade de aprendizagem. Em 2013, estive na cidade de Juazeiro da Bahia partcipando de um Seminário sobre Educação Contextualizada no Semi árido. No mesmo Seminário, minha esposa Profª Maria do Carmo, também esteve participando, como discente da Especialização (latu sensu) com o mesmo tema. Fui como convidado. Terminei apresentado um trabalho, cujo título é bem sugestivo "HISTÓRIAS QUE  CARACTERIZAM VALENÇA". Foi muito proveitoso o Semináro, especificamente porque entendemos que na Região Nordeste, existem outros Nordestes, uns mais evoluídos  e outros  ainda na construção.Ainda bem que nós já sabíamos que aqui somos Meio Norte, uma parte do Nordeste que recebe influência da Região Norte super úmida e do Nordeste semi árido, e como  os outros, estamos também na construção do conhecimento.
Texto: Prof. Antonio Jose Mambenga

domingo, 12 de junho de 2016

NICHO NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO DO DESERTO - VALENÇA DO PIAUÍ (refúgio de parcela da população valenciana quando da passagem da Coluna Prestes em 1925/1926)






A cidade de Valença do Piauí, inclusa entre as seis primeiras vilas da Capitania do Piauí, possui no seu patrimônio Histórico grande referências. Dentre elas, o nicho dedicado a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro do Deserto. Localizado pós o Sítio Juaí.  O referido nicho foi construído em 1958 como pagamento de Promessa do Prof. Mestre Jose Francisco Ferreira, seus familiares e amigos.
Em 1925/1926, quando da passagem da Coluna Prestes por Valença, parte da população se refugiou na serra que fica pós o Sitio Juaí, temendo ser atingida pelos colunistas, que aqui receberam o nome de "revoltosos". O fato que o desconhecimento do que era o movimento parte da população valenciana não teve outra alternativa, foi procurar esconderijo. E como o local era muito distante do perímetro urbano da cidade de Valença-Piauí, foi escolhido para ser o acampamento. Lá cada familia, procurou se alojar em abrigos de pedras, outras embaixo de árvores e algumas em ranchos cobertos de folhas ou pela proximidade do brejo, com palhas da palmeira buriti. Diante de tanto medo, cada um se acomodou dentro das limitações do espaço. Foi quando, o Mestre José Francisco Ferreira, teve a iniciativa de suplicar a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, uma graça, (os refugiados não serem visitados) pelos colunistas. Caso a súplica fosse atendida, ele edificaria um oratório à Nossa Senhora Perpétuo Socorro. Pedido atendido, as famílas ficaram tranquilas e por lá permaneceram por três meses, mesmo a Coluna só tendo permanecendo na cidade por três dias. A devoção foi iniciada, primeiro com a reza do terço mariano e visitações cotidiana. A História se espalhou, sobre o milagre acontecido e em 1958, 28 de junho foi celebrada a 1ª Missa no local e batizado o nicho pelo Pe. Marques. O  Nicho, atualmente está incluso entre os locais de Devoção popular no Estado do Piauí, e ainda permanece de pé aguardando também sua visita.
Convém dizer que a Passagem da Coluna Prestes em Valença do Piauí, é a única referência de luta da História Nacional que Valença do Piauí, foi palco. Em  abril de 2014, a cidade de Valença recebeu uma visita de Dona Maria Prestes, de sua filha Mariana Prestes e da Profª Edna Calheiro. Dentre os locais visitados, constam, a Casa do Capitão Cineas, localizadas na rua de mesmo nome, onde Luis Carlos Prestes, passou três dias, o prédio da Sec. de Cultura, espaço onde os colunistas também passaram, só que em 1926, o prédio ainda não era construído, morava no local os pais do Sr. Angelo Teodoro e de Sr. Carne Roxa. O Quartel de Polícia, naquele período Sobrado do Sr. Mira, a Praça Pereira Caldas, naquele período Rua do Maranhão, o Cruzeiro no Bairro Lavanderia, onde ocorreu o confronto entre as tropas da Coluna e as tropas do governo (os legalistas) e o Cemitério São Benedito, onde foram mortos dois colunista. Dona Maria Prestes, Mariana Prestes e Profª Edna não foram até o Nicho do Deserto, mas ficaram sabendo da existência através de uma palestra sobre o tema feita por mim, no Auditório Profª Maria dos Prazeres na Secretaria Municipal de Educação. Luis Carlos Prestes, fez sua parte, plantou sementes e o povo brasileiro
segue o exemplo do "Cavaleiro da Esperança"
Texto:  Prof. Esp. Antonio Jose Mambenga

sexta-feira, 10 de junho de 2016

ARTE RUPESTRE - SITIO ARQUEOLOGICO DE BURITIZAL EM VALENÇA DO PAIUÍ

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A cidade de Valença do Piauí, localizada a 201  km de Teresina, possui um acervo arqueológico bastante diversificado. Segundo os estudiosos no assunto, especificamente os que por aqui já passaram, as pinturas rupestres possuem uma datação entre 7 a 12 mil anos. A fotografia acima pertence ao grupo pintadas II, como parte do acervo arqueológico da comunidade Buritizal zona rural da cidade de Valença do Piauí, cerca de 21 km do perímetro urbano. No Buritizal, além dos vários sítios arqueológicos, existem muitas formações geológicas em rochas de arenito uma vez que fazemos parte do grupo do sistema orográfico do Piauí, codinominado de "cuesta do centro". Quanto ao patrimônio imaterial, a comunidade Buritizal é uma referência, cujo conteúdo permeia das histórias de tancoso advinda dos ancestrais, como citações de ufologia no Morro do Pereira. A lenda do galo que ocorre no Arco da Igreja, é de deixar qualquer um arrepiado somando com a aparição do cão (ao Isaque na estrada que ruma para o Fumal). São estas histórias que fazem a diferença e solidifica o patrimônio Imaterial das comunidades.
Texto: Prof. Esp. Antonio Jose Mambenga