sábado, 19 de setembro de 2020
quarta-feira, 1 de julho de 2020
GRUPO CULTURAL JUNINO SANFONA DE OURO

Foto: www.portal v1.com.br
HISTÓRIA DO GRUPO JUNINO SANFONA DE OURO
VALENÇA DO PIAUÍ
As festas juninas chegaram ao Brasil no período colonial, de forma tímida e adequadas ao meio social e
cultural que estavam expostos. Com o tempo e a sedentarização foram pegando
novos aspectos e o ritual isolado da fogueira e a devoção aos santos do mês de
junho, Santo Antonio, São João e São Pedro, foram caindo no gosto popular, cuja
forma crescente deu lugar a manutenção da tradição lusa e a criação de uma
tradição na Terra Brasilis.
Em 1808 com a chegada da Família Portuguesa, ocorreu a
introdução da dança junina chamada quadrilha, com passos marcados e coreografia
adaptada da dança de salão da nobreza francesa.
O Rio de Janeiro tornou-se o epicentro cultural e de lá a
dança se espalhou para demais capitanias, mas foi no norte que ganharam
proporções maiores e adaptações ao gosto e poder pecuniário das pessoas.
No Piauí, não foi diferente. Em Valença de igual forma, cuja
manifestações tornaram-se coletivas a
partir do final da década de 1958, quando ocorreu a primeira apresentação da
dança de quadrilha junina na Rua do Maranhão na residência do Sr Benedito Oliveira
(Didito), no mês de julho por ocasião de festejo de São Benedito.
Esta apresentação foi o divisor entre as manifestações em
família, e a manifestação coletiva.
Com a criação do Festival de Quadrilhas em 1989, ocorreu a
proliferação do gosto pela dança junina de quadrilhas com passos coreografados
em Valença do Piauí, com a formação de grupos mirins, grupos de jovens e
adolescentes e grupo de melhor idade.
O Festival de Quadrilhas, anualmente realizado na Praça do
Xerem, através do Arraial do Gorgulho, ganhou nome e preferência pelo povo, bem
como a criação de novos grupos.
Em 2013, dia 13 de agosto, às 15:30hs, na Biblioteca Pública
Municipal, Mãe Ana, ocorreu uma reunião com jovem e adolescentes de nossa
cidade, dissidentes de outros grupos que haviam dado um tempo em suas
atividades, para o lançamento do pojeto para criação de um Grupo Junino que
atendesse aos anseios de grande parcela da juventude e aos novos paradigmas que a dança caipira em
Valença estava seguindo, também com o intuito de manter viva a tradição e a
condução das festas caipiras realizadas no mês de junho na cidade.
A reunião foi conduzida pelos produtores culturais: Luan
Santana e Fabio Viterbino. Lançado o projeto, ocorreu aceitação pelos participantes
e de imediato foi criado um nome para grupo e aprovado. Nasceu naquele momento
o Grupo Cultural Sanfona de Ouro.
Para os organizadores, “a cultura de um povo é grande quando
todos são protagonistas”. Baseado neste
contexto e em parceria com o grupo Explosão Junina do Leomar Rodrigues o
objetivo do grupo era mediar os anseios dos admiradores da tradição como também
atender o gosto estético da contemporaneidade. Foi neste clima entre o passado
e o contemporâneo que o Grupo Junino Sanfona de Ouro se projetou para tornar-se
vanguarda em nossa cidade uma vez que, foi no “ressoar da sanfona” e em outras
ambientações da cultura de raiz que foram emoldurados nossos costumes e
tradições, acreditando-se que ninguém é uma ilha, daí o querer coletivo
torna-se realidade na tentativa de alavancar cada vez mais a expressão do nosso
povo como forma de manifestar as artes, as danças, os contos, os causos, a
culinária e as bebidas típicas, como a capacidade que cada um tem de levar aos
mais longínquos espaços, o conhecimento da cultura popular e sua pluralidade
sócio educativa.
O compromisso de Grupo Sanfona de Ouro, é mediado mais pelo
“querer” de que no poder, na certeza de estar contribuindo para o
engrandecimento da cultura em Valença e em todo Território do Vale do Sambito,
através da chama ardente incrustada no ámago de cada dançarino, seja no gingado
ou mesmo nas coreografias mais complexas.
A grande pretensão do grupo Sanfona de Ouro, é externar de
forma cultural o querer de um grupo de jovens que permeia cultura acreditando
no poder da transformação daquilo que podemos chamar coletivo, porque tudo que
vem do povo vem da cultura de raiz porque é no próprio povo que se encontra
respaldo para levar adiante o grandioso trabalho do grupo Sanfona de Ouro em
Valença do Piauí.
Em 2014, por ocasião do Jubileu de Prata do Festival Cultural
de Quadrilhas Juninas de Valença do Piauí, através do Arraiá do Gorgulho, no
Espaço Cultural do CSU, sob o anseio do povo de Valença, as 22 horas e 35
minutos o Grupo Junino Sanfona de Ouro
fez sua estreia no Festival municipal. Neste dia o grupo não participou da
competição, para o delírio do povo, fez apenas apresentação, por sinal uma
perfeição.
Luan Fernandes, sob a graça de Deus e das pessoas de boa
vontade conduz o destino deste grupo cultural, porque “lutar é preciso” e a
cultura não pode morrer.
No dia seguinte, já estavam estampados na
mídia e rede sociais o mais novo grupo cultural junino de Valença, bem como o
trabalho para apresentação no ano seguinte.
Valença do Piauí, 26 de julho de 2020
Texto: Prof. Esp. Antonio Jose Mambenga
quinta-feira, 26 de março de 2020
PROFª ROSA SANTOS MARTINS DE CASTRO
MENSAGEM
A Diretoria do crovapi, ainda consternada pela passagem da
Profª Rosa Santos Martins de Castro para o Plano Superior, apresenta a família
enlutada as sinceras condolências.
Dona Rosinha Martins como era conhecida, muito contribuiu com
o desenvolvimento de nossa cidade, seja na educação, seja em ações sociais,
culturais e religiosas. No que se refere ao Crovapi, foi uma abaluarte,
mediando juntos aos órgãos públicos e privados não só de nossa cidade, como a
nível de Estado e Brasil, para que o operário valenciano tivesse uma entidade representativa, tanto que em fevereiro
de 1972, seu grande sonho se realizar, com o nome de Clube Recreativo dos
Operários de Valença do Piauí e em 1974, intercedeu junto ao Ministro Reis
Veloso, a primeira grande reforma e ampliação com alvenaria. Por tudo isso,
somos gratos pela forma ativa como pensou e concretizou este grandioso
trabalho, juntamente com os outros operários, inclusos como sócios fundadores.
Como diz Eclesiastes, para tudo há um tempo, para cada coisa
há um tempo debaixo dos céus: Tempo de nascer, tempo para morrer... O certo que
o seu tempo aqui na terra chegou e seu
chamado foi feito pelo Pai Supremo neste 18 de março de 2020.
“Que os sentimentos bons que assinalaram a vida de Dona
Rosinha Martins, durante a sua trajetória por entre nós façam fortalecer a
terra da nossa alma para que possamos compreender a razão da vida e pra onde
vamos. E num gesto de amizade e solidariedade cristã, a Direção do CROVAPI, ao
tempo em que tributa a memória da Profª ROSA SANTOS MARTINS DE CASTRO, une-se à
sua família, parentes e amigos desejos de que a fé, a esperança e a caridade
suprem qualquer sentimento de perda e nos lembrem de que é morrendo que se vive
para a vida eterna”.
Valença do Piauí, 18 de março de 2020
ARÃO PEREIRA DA SILVA
PRESIDENTE
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020
FESTA DE MOMO EM VALENÇA DO PIAUI - 2020
CARNAVAL 2020 É EM VALENÇA DO PIAUÍ
A cidade de Valença do Piauí, situada a 210 km da capital
Teresina, realizará neste ano de 2020 um dos melhores carnavais do interior do
Piauí. Para tanto a Prefeita Municipal Ceiça Dias, tem se empenhado bastante para
adequar a realidade local ao sistema econômico que o país atravessa. Tudo isso para poder proporcionar ao folião valenciano e aos
turistas que optarem pela cidade, um período momesco cheio de alegria e entretenimento se
deleitando e vivenciando os atrativos
que a cidade pode oferecer.
A organização do evento ficará a cargo da Secretária
Municipal de Cultura e Turismo, Josy Policarpo Martins e sua equipe de trabalho
e mediados pelo o Vereador e Produtor Cultural Leilivan Martins.
A cidade já vive o clima carnavalesco, já ocorrerama prévias
para o lançamento do tema que será desenvolvido pelos os blocos organizados. Neste ano o Carnaval de Valença, conta com um
numero bastante razoável de blocos. Cerca de 13 blocos se inscreveram. são eles : Bloco Talvez,
Bloco Desmantelo, Os kafagestes, Bloco Ôpa!, Bloco Chama na Labigás, Bloco do Andinho,
Turma da Esquina, Bloquinho do Cangaço Prime, Bloco Turma dos Amigos, Bloco
Infantil Turma da Alegria, Bloco Infantil Amigos do Crovapi, e o grupo amigos
do Zé da Chica e blocos alternativos que permeiam pela multidão. Cada um
realizou suas prévia e participará do corso no sábado, e prometendo muita
animação.
O carnaval de Valença do Piauí , tem se destacado dos demais
do interior do Piauí, por seguir uma tradição que atende o gosto musical e estético do
folião da terceira idade, que prefere as marchinha. Enquanto os
jovens optam pelos sons e ritmos
contemporâneos e as crianças, com
animação e atrativos infantis. Tudo isso faz a diferença e a participação de
cada um conforme sua faixa etária.
O tema deste ano está voltado para um dos codinomes que a
cidade já recebeu, daí a
Secretária de Cultura
e Turismo, Josy Policarpo Martins, e sua
equipe de trabalho codinominarem de
”Carnaval Sorriso “ a festa de momo em
Valença do Piauí.
Para o carnaval de Valença do Piauí, atingir este patamar,
foi preciso um querer da Gestora Municipal Ceiça Dias, em manter viva a chama
cultural da cidade na organização de eventos e manifestações alusivas as
tradições populares em sinal de respeito ao querer popular especificamente
aqueles que querem ver o
engrandecimento, e manutenção da cultura de raiz .
A Prefeitura Municipa,l através de sua Gestora Ceiça Dias, da
Secretaria de Cultura e Turismo Josy Policarpo Martins, contrataram boas
Bandas: Felipe Envolvente, Edy Sakana, Fafá Santana, Pura Paixão, Banda Waldo e
Felipe, Banda Tome Forró, João Veloso, Banda Requinte, Banda Bill Coimbra,
Karlla Thalyta e paredão Imaginação. A segurança do evento será feita pela Policia Militar, com o apoio da Polícia
Civil, Seguranças particulares e
bombeiros civis . Haverá também no Corredor da Folia e Terminal
Rodoviário, viaturas da Policia, ambulância, com enfermeiro(a), técnico de
Enfermagem e motoristas para atendimento de Primeiros Socorro, uma linda decoração temática, dando ar de
brilho e elegância ao folião .
Em Valença do Piauí, o carnaval mexe com o folião, porque
as opções são múltiplas, e por ser capaz de cristalizar sonhos em
realidade. O corso é o momento que a imaginação aflora, onde a criatividade explode, seja no carro
alegórico ou no chão como muitos preferem para ser diferente,
O epicentro
do carnaval ocorre no Terminal Rodoviário, montado com uma boa infra estrutura,
palco, som, iluminação, barracas de bebidas, praça de alimentação, segurança,
estande da saúde. Enquanto o Corredor da
Folia, se abre para funcionar com o vai e vem dos foliões, se estendendo do
cruzamento da Rua Cícero Portela com a Rua Epaminondas Nogueira até a Praça
Getúlio Vargas, todo decorado dando assim um aspecto apoteótico ao carnaval de
Valença. É neste Corredor da Folia, onde
descem e sobem os paredões do som, conduzindo os blocos, . Ainda neste Corredor da Folia, o
folião desce até a Praça Getulio Vargas,
no Espaço Zé da Chica, onde funciona as marchinhas Carnavalescas, local de
encontro dos que optam pelo o carnaval tradicional. O espaço, também muito bem
decorado, cuja a animação ficará com a Banda Os Magnos. Lá é comum as pessoas usarem suas fantasias temáticas e
realizarem um concurso para escolherem as mais bonitas e originais.
O Carnaval
de Valença se estende aos bares e lanchonetes da cidade, com destaque especial
para o Bloco Infantil Turma da Alegria do Vereador e Produtor Cultural Vereador
Leilivan Martins, que anima a tarde da segunda feira e o bloco Infantil Unidos
do Crovapi que desce na terça feira a tarde.
Assim é realizado o carnaval em Valença, som, atrativos e
coberturas especificas pelos portais locais e regionais, Mídia televisiva,
emissora de rádios, rede sociais e o
NW-DRONE.
O carnaval de Valença, faz a diferença dos demais, porque se
estende ate a Barragem Mesa de Pedra, Ponte do Rio Sambito, Cachoeiras da
Fazenda Velha. Onde o folião se deleita com os atrativos turísticos, destes
locais aconchegantes e de rara beleza. Enquanto uns se divertem nos no Terminal
Rodovário, Praça Getúlio Vargas, Crovapi, bares, Lanchonetes e similares,
outros optam por festivais religiosos contritos em orações e louvores, no caso
do Festival do Senhor, organizados pelos cristãos católicos. Outros credos religiosos cristão de nossa cidade
tambem neste período realizam seus retiros espirituais com orações e louvores,
em sítios e chácaras da zona rural onde se deleitam com a natureza bela.
Tudo isso ufana o povo valenciano pelas opções que existem no
período momesco em nossa cidade.
O Carnaval
sorriso do Piauí , é em Valença , vem brincar com agente!
TEXTO: Prof. Antonio Jose Mambenga
Valença do Piauí, 15 de fevereiro de 2020
PROGRAMAÇÃO:
PROGRAMAÇÃO-CARNAVAL SORRISO 2020 - VALENÇA PI
Dia 08/02/2020
• 1º Prévia
do Corso 2020.
23h00—Prêmio para
melhor fantasia. Casa de Shows Alto Bonito ao som de banda Vanvan o Furacao,
Tendência do Forró e Paredões: Imaginação e Deboxado. Organização: Bertolina
Dantas.
Dia 14/02/2020
• Festa de
Lançamento dos Principais Blocos de Valença.
23h00- Blocos: OS
KAFAGESTES, OZ LEC`S E ÔPA – Casa de Shows Alto Bonito ao som de banda
Requinte, Paredões e DJ`s. Organização: Agleidson, Tacím e Hernandes.
Dia 20/02/2020
• Carnaval
da Saúde- Programas CAPS I, NASF e Academia de Saúde.
16h00- Baile Carnavalesco no Espaço Zé da Chica - Praça
Getúlio Vargas ao som da banda Banana com Limão. Organização: Secretaria
Municipal de Saúde.
Dia 21/02/2020
• IEDQ-
INSTITUTO DE ENSINO DOM QUIXOTE
16h30 – Desfilando pelas principais ruas de Valença com
término na Praça Getúlio Vargas, espaço Zé da Chica. Organização: Equipe
Gestora- IEDQ
• III FORRÓ PRÉ CARNAVAL
22h00 – No Bar do Bonitão – Bairro Novo Horizonte, ao som
de: Tendência do Forró e Buteco dos Teclados. Organização: Raimundo Barbosa e
Buteco.
• Tradicional
Baile do Hawaí – 23ª Edição. Tema: Sextas Intenções.
23h00- Com o desfile do Garoto e da Garota dos Blocos de
Valença. Local: Crovapi Clube, com Gleyce Mendes e banda Tome Forró.
Organização: Railsom Lima
• Clube de
Rua Bar do Nelsim.
17h00-24h00 - Concentração e movimentação dos foliões
carnavalescos ao som de paredões. Organização: Nelson Bebidas
Dia 22/02/2020
• Corso da
Alegria.
17h00- Concentração na Praça de Eventos Gutenberg Maciel
descendo pelas principais ruas da cidade com término na Praça Getúlio Vargas
(Espaço Zé da Chica) e premiação para os participantes e vencedores.
• Clube de
Rua Bar do Nelsin.
20h00-23h45 - Concentração e movimentação dos foliões
carnavalescos ao som de paredões. Organização: Nelson Bebidas.
• Foliões
do Espaço Zé da Chica.
20h00 – 02h00 –Carnaval das Marchinhas- Animação da Banda OS
MAGNOS. Praça Getúlio Vargas- Organização: Foliões do Espaço Zé da Chica.
• Terminal
Rodoviário- BAILE.
23h00 - 24h00 – Felipe Envolvente
24h00 - 01h45– Edy Sakana
02h00 – 04h00 – Fafá Santana
04h15 – 06h00 - Pura Paixão
OBS: Paredão Imaginação durante a troca de bandas.
Dia 23/02/2020
•
Balneário Mesa de Pedra.
10h00 – Banho para os foliões e convidados ao som de
Paredões.
• Festival
do Senhor- “Não vos conformeis com este Mundo”.
13h30 – Auditório do Sindicato dos Trabalhadores Rurais.
Realização: Paróquias de São Francisco e Nossa Senhora do Ò e Conceição.
Organização: Renovação Carismática Católica de Valença.
• Tardezinha
da Xiola de Carnaval
15h00 – No Posto Lava Show ao som da Banda Chica Égua.
Organização: Carlos Federal.
• Carnaval
dos Kapteriores 2020
Das 14h00 às 21h00 - Concentração e movimentação dos foliões
carnavalescos do Bloco os Kapteriores no Bar da Onda ao som das bandas: Os
Magrinhos Elétrico, Kapteriores Elétrico, Tendência do Forró Elétrico.
Organização: Grupo Os Kapteriores.
• Clube de
Rua Bar do Nelsim.
17h00-23h45 -
Concentração e movimentação dos foliões carnavalescos ao som de paredões.
Organização: Nelson Bebidas.
• Bloquinho
do Cangaço Prime.
17h00-22h00 - Concentração e movimentação dos foliões
carnavalescos do Bloco Cangaço Prime ao som da Banda Os Manos. Apresentação do
Rei e Rainha do Carnaval de Teresina Organização: Jobsom e Ruth
• 1º Carna
Fest Roça
13h00- Espaço Tô na Roça ao som do DJ THIAGO, Paredão PH e
banda VANVAN O FURACÃO. Organização: Luan Fernandes.
• Foliões
do Espaço Zé da Chica.
21h00 – 02h00 –Carnaval das Marchinhas- Animação da Banda OS
MAGNOS. Praça Getúlio Vargas- Organização: Foliões do Espaço Zé da Chica.
• Terminal
Rodoviário – BAILE.
23h30 – 01h45 –Banda Requinte
02h00 – 04h00 – Bill Coimbra
04h20– 06h00- Karlla Thalyta
OBS: Paredão Imaginação durante a troca de bandas.
Dia 24/04/2020
• Festival
do Senhor- “Não vos conformeis com este Mundo”.
13h30 – Auditório do Sindicato dos Trabalhadores Rurais.
Realização: Paróquias de São Francisco e Nossa Senhora do Ò e Conceição.
Organização: Renovação Carismática Católica de Valença.
• Concentração
e Desfile do Bloco Infantil “Turma da Alegria”.
15h00 – No Crovapi Clube, Som da banda Swing Dr Pop e
descida pelas principais ruas da cidade ao som do Paredão Imaginação e com
animação dos bonecos da Turma da Alegria passando pelo espaço Zé da Chica,
retornando ao terminal Rodoviário.
• Clube de
Rua Bar do Nelsim.
17h00-23h45 -
Concentração e movimentação dos foliões carnavalescos ao som de paredões.
Organização: Nelson Bebidas.
• Mela Mela
15h00-19h00 – No Posto Lava Show. Concentração e
movimentação dos foliões carnavalescos ao som de Kaio Stronda. Organização:
Thiago Martins.
• Bloco do
Andinho.
16h00-21h00 – No Estacionamento do Hotel Shimamoto.
Concentração e movimentação dos foliões carnavalescos, Bloco do Andinho ao som
da Banda Swingueto. Organização: Andersom.
• Foliões
do Espaço Zé da Chica.
21h00 – 02h00 –Carnaval das Marchinhas- Animação da Banda OS
MAGNOS. Praça Getúlio Vargas- Organização: Foliões do Espaço Zé da Chica.
• Terminal
Rodoviário – BAILE.
23h30 – 01h45 – Waldo e Felipe
02h00 – 03h45 - Tome Forró
04h00– 06h00 – João Veloso
OBS: Paredão Imaginação durante a troca de bandas
Dia 25/02/2020
• Balneário
Mesa de Pedra.
10h00 – Banho para os foliões e convidados ao som de
Paredões.
• Festival
do Senhor- “Não vos conformeis com este Mundo”.
13h30 – Auditório do Sindicato dos Trabalhadores Rurais.
Realização: Paróquias de São Francisco e Nossa Senhora do Ò e Conceição.
Organização: Renovação Carismática Católica de Valença.
• Desfile
da Escola de Samba Unidos do Crovapi Clube.
14h00 – Concentração no Crovapi Clube ao som de paredões e
descida pelas principais ruas da cidade com os integrantes da Escola de Samba
Unidos do Crovapi Clube. Organização: Diretoria do Crovapi Clube.
• Clube de
Rua Bar do Nelsim.
17h00-23h45 -
Concentração e movimentação dos foliões carnavalescos ao som de paredões.
Organização: Nelson Bebidas.
• Foliões
do Espaço Zé da Chica.
21h00 – 02h00 –Carnaval das Marchinhas- Animação da Banda OS
MAGNOS. Praça Getúlio Vargas- Organização: Foliões do Espaço Zé da Chica.
• Terminal
Rodoviário- BAILE.
23h30 - 01h30 –Swing Dr. Pop
01h45 - 03h45– Banda PILERA
04h00 – 06h00 – Swing D’Play
OBS: Paredão Imaginação durante a troca de bandas.
Realização: Prefeitura Municipal de Valença do Piauí.
Organização: Secretaria Municipal de Cultura e demais
Secretarias.
domingo, 5 de janeiro de 2020
MANIFESTAÇÃO CULTURAL: FESTA DE REIS EM VALENÇA DO PIAUÍ
REISADO DE DONA BIA NO BAIRRO VALENTIM
O
reisado de caretas é uma brincadeira presente em todo o território piauiense,
sendo mais freqüentes nos bairros das cidades, mas é na zona rural é onde
encontramos as maiores manifestações. O Reisado tem sua origem ligada ao ciclo
natalino, fazendo alusão a visita do Reis Magos ao Menino Jesus quando lhe
ofereceram os presentes: ouro, incenso e mira. Os Reis Magos ficaram tão maravilhados com o contexto em que o Filho de
Deus nasceu que passaram a louvar a Deus.
Para tanto, tiveram a ideia de se despojarem de suas vestes de luxo e voltaram
usando máscaras e trapos, numa forma de louvor a Deus e a partir daquele momento já saíram cantando e brincando num gesto de
agradecimento e louvação. A base Histórica do Reisado, está atrelada às antigas Festas de Entrudos na
Região Ibérica. No Brasil essas festas se fundiram a diversas influências
indígenas e negras variando suas formas de manifestação cultural de região para
região, tornando-se singular na maioria
das vezes pela forma como se apresenta e pela condição pecuniária de seus
organizadores. Cada reisado, tem suas formas de expressão. No Piauí, não foi
diferente, chegou no período da expansão do ciclo do gado e aqui se aclimatou
através das manifestações dos colonos, desenvolvendo-se conforme seu imaginário e praticas culturais
de época.
Em
Valença, por está inclusa entre as seis primeiras vilas da Capitania do Piauí,
foi também palco das manifestações do Reisado, principalmente por realizar o
festejo do Natal do Senhor e a Festa da Padroeira Nossa Senhora do Ó num
período dentro do ciclo natalino, daí as manifestações do Reisado serem
bastante presentes na sua cultura de origem.
Notícias
pontuam, a existência de grupos de Reisado há tempos bem remotos, mas a falta
de documento escritos, dificultam informações mais precisas. Para tanto, recorremos
à técnica da história memória para apresentar informações que ainda povoavam a
memória das pessoas mais idosas sobre as manifestações do Reisado em nossa
cidade.
No
Bairro Bela Flor, existiu por muito tempo o grupo do Joaquim Quitéria, cujos
trabalhos foram continuado por seu filho Geraldo, mais conhecido como Bodim. Na
comunidade Tranqueira, e João Pires, também existia a dança do Boi no período
natalino. Em Valença, por volta dos anos 1960 do século XX, quando da chegada de Dona
Pedrosa, proveniente da Região do Brejo Grande, município de São Miguel do
Tapuio, o Reisado pegou uma conotação diferente, porque dona Pedrosa, percorria
praticamente toda cidade de Valença com seu Reisado. Foi através de Dona
Pedrosa que no início da década de 1970 que me deparei pela primeira vez com a
dança do Boi, no Bairro Lavanderia, quando ela levou o Boi boi para casa do seu
conterrâneo, Sr. Israel Luciano da Silva e sua esposa Maria do Espírito Santo.
Neste período, Os Cânticos de Louvação e entrada era entoado por Dona Cicera
Costa, Adelaide, Altina e Cecília. Os caretas, eram os Sr. Pedro Santiago e
Nestor filho de Pedrosa, Domingo Israel e outro que não me recordo o nome, mas
era da família Pedrosa. A Burrinha era seu filho Manoel Pedrosa. O boi, era
conduzido pelo Sebastião, e a Nêga do Cocó de fogo, pelo Sebastião Santiago.
Foi muito bonito a apresentação. Tinha outras pessoa de outrtas povoações,
creio que do Brejo da onça e circunvizinhança.
Em
1984, chegou a Valença, vindo também do município de São Miguel do Tapuio, o
Sr. Cesar, que logo se engajou no reisado de Dona Pedrosa por serem
conterrâneos e compartilharem com os meios ideais da cultura. Cesar, já dançava
reisado desde o ano de 1960 quando tinha 18 anos. Chegando em Valença,
tornou-se o chefe dos caretas e por muito tempo participou desta manifestação
cultural sempre ao lado de sua esposa Dona Bia, que participava do grupo das
mulheres que entoavam os Cânticos de chegada .
Um
gesto muito interessante do Sr Cesar, foi por ocasião da doença de seu amigo
Nestor filho de Dona Pedrosa, quando estava bastante debilitado pela doença. O
Sr César, reuniu seus amigos de reisado e fizeram uma apresentação para seu
amigo Nestor, como se estivessem fazendo um a despedida cultural.
O
tempo passou, o Sr César, ainda mantêm
viva a chama cultural da manifestação do reisado. Hoje neste 23 de dezembro,
reuniu em sua residência, seus amigos, alguns provenientes de sua terra berço e
outros de circunvizinhança e até mesmo da cidade de Assunção-PI para realizarem
uma apresentação do Reisado neste período do ciclo natalino em Valença do
Piauí. É óbvio, que os seus 76 anos de idade cobram uma moderação nos trabalhos
de careta e coordenador de Reisado, mas a cultura não pode parar porque ela se
manifesta de forma individual e coletiva junto aqueles que são protagonistas.
A
apresentação foi marcada por uma grande chuva, porem não inibiu os dançarinos.
Outro fato, foi o tocador que foi acometido por uma colerina, que mesmo os chás
de boldo, folha e casca de laranja não foram suficientes para amenizar a
situação. Dona Bia lembrou de fazer um chá de arva cidreira e uma gotas de
Elixir Paregórico e medicou o tocador que se recuperou e continuou a festa.
Valença
do Piauí, 23 de dezembro de 2018-12-23
Prof.
Antonio Jose Mambenga
domingo, 27 de outubro de 2019
HISTÓRIA DA CAJUÍNA EM VALENÇA DO PIAUÍ
Foto do Acervo da Profª Solange Portela - Valença do Piauí
HISTÓRIA DA CAJUÍNA EM VALENÇA DO PIAUÍ
Prof. Antonio Jose Mambenga
A cidade de Valença do Piauí, situada a 210 Km de Teresina,
capital do estado do Piauí, está inserida na mesorregião Centro-Norte Piauiense.
No que diz respeito ao sistema orográfico, segundo João
Gabriel Batista, o município de Valença-PI, pertence ao grupo do relevo
piauiense codinominado “Cuestas do Centro” e quanto ao clima se bifurca entre o
semi-árido e tropical seco com chuvas esparsas de verão o que favorece se
tornar referencia na vegetação que ora possui características da caatinga, ora
se apresenta como cerrado, sendo que tudo isso os campos valencianos são
pontuados por uma flora bastante eclética dentre as quais apresenta-se o cajueiro, que
comumente é conhecido por cajuí, tamanho menor, próprio para doces, ou mesmo
para ser degustado de forma natural pelo sabor que possui e um outro tipo de
caju, de pedúnculo maior, às vezes amarelo, ou de cor vermelha, mais suculento,
chamados de cajuá ou caju verdadeiro. Ambos pelo contexto histórico se confundem com a história
da cidade.
Segundo Marilda Alves Martinez, no seu livro, Caju uma planta
de mil utilidades(1992), “O caju é uma planta genuinamente nordestina.
Acrescenta também, que em 1558 um historiador francês ao descrever esse fruto
da família das anacardiáceas (Anacardium occidental, etc...), foi o primeiro a
confundir o pedúnculo com o fruto.
“O nome caju é sem
dúvida, originário da palavra tupi (“ARAYU”). Do fruto são extraídos a amêndoa
e o óleo da castanha”.
“O pedúnculo de consistência dura, possui grande concentração
de vitamina “C”. Come-se ao natural em forma de doce, seco (passas ou
cristalizado), em calda ou em
pasta”.
O suco é usado para refresco e para a fabricação de bebidas
como vinho, refrigerantes com os sem gás. Todavia, a história registra em seu acervo a saborosa cajuína,
que se projeta ao longo dos anos como a bebida tipicamente valenciana elastecendo o seu sabor às mais longínquas
localidades do país.
Em Valença do Piauí, a comercialização da cajuína é remota a década de 1930 do
século XX, através da família Portela
Veloso, na pessoa de Dona Maria Portela Veloso, popularmente conhecida como
“Marica Veloso”, esposa do Senhor Clovis Veloso.
Produzida de forma artesanal para o consumo familiar e para
venda, inclusive como produto de exportação para outros Estados da Federação
Brasileira (Ceará – São Paulo – Rio de Janeiro, etc.), uma vez que o Sr. Clovis
Portela Veloso era comerciante e fazia o
intercâmbio comercial, levando a cajuína
produzida em Valença para outras regiões do espaço brasileiro e de lá
regressava trazendo outras mercadorias. Algumas vezes era comum a prática do escambo, provocado pela
demanda de produção ou mesmo pela oscilação financeira do sistema brasileiro.
O certo é que a cajuína, tornava referência na cidade de Valença do Piauí e o
cajueiro o ícone de sua própria identificação adquirindo um espaço no contexto
histórico e literário da cidade.
É comum em Valença os cajueiros, receberem nomes, cujo batismo alude a
personagens locais, bem como a situações.
Os cajueiros da Quinta de “Seu Clovis, eram conhecidos como:
da Maria, da Júlia, do Assis, da Solange e outros
personagens da família. Na localidade Riacho
Barnabé, recebiam a alcunha de: Cajueiro de Dona Joana, do Tio Augusto,
da Nêga Mariana e do velho Antônio. Em Novo Oriente(PI), Dona Antonina da Cara
de Soin, morava na localidade Cajueiro Azedo. Enquanto em Aroazes(PI), tem uma
comunidade por nome Cajueiro, onde está fincada, a grande fazenda do Major
Sinval. No povoado Taboquinha, próximo ao Balneário Santa Rosa, tem um grande
exemplar conhecido por cajueiro do João Couro.
No sitio Juaí, eram famosos os cajueiros das três cuias, da
Sinhá Pedrina e do Cabo Jorge. Próximo ao Sítio Almesqueiras, era bastante
conhecido o cajueiro do Carretão, onde era comum aparecer o lobisomem no
mês de agosto. Mas foi no cajueiro do
menino, nas proximidades da localidade Pedra do Urubu, que ocorreu um assassinato no final da década de
1950 cuja testemunha ocular foi um menino proveniente de cidade de Pio IX.
No perímetro urbano,
quem não lembra do cajueiro do “Melão”? Point da Preta Mão de onça e de tantas
pretas que também passaram por lá.
Enquanto, no bairro Levanderia, tornaram-se referencias os cajueiros do Firmino
Rosca, do Manoel Guilherme, do Velho Rocha e do Tio Riba na roça dos mambengas.
Enquanto o cajueiro do ”Padim Raimundo” que ficava perto da “Pedra da Alma”, também no Bairro
Lavanderia, essa árvore frutífera, era muito visitada tanto no período da safra
e mais ainda na entre safra, pela criançada e
pelos jovens e adolescentes do bairro e circunvizinhança. Quanto aos
adultos, quem mais comparecia era o “Seu
Chico do Tiro, por entender de mandinga e causar espanto nas pessoas,
porque na mesma árvore, era comum se observar cajus na cor amarela e cajus na
cor vermelha, daí só Chico do Tiro, que era catimbozeiro e suspeito de virar
lobisomem, ter umas visitas inusitadas e fora de hora ao velho cajueiro no do
Bairro Lavanderia.
A identificação do cajueiro com a História de Valença não
pára por aqui. O anonimato ainda camufla o cajueiro e os cajus inclusive de um
candidato a cargo eletivo na cidade de
Valença(PI), que no espaço onde
funcionou a olaria do Sr. Nestor, subia
nos cajueiros para sacudí-lo e as
crianças disputarem os suculentos pedúnculos que caiam para saciar mais um desejo cultural de que
estomacal das crianças, uma vez que o caju já faz parte de cotidianidade do povo valenciano, mas a forma
como acontecia tornava-se chamativo para criançada.
A Cajuina
valenciana, tem suas raízes na cidade de Oeiras, chegando a Valença, no final
da década de setenta do século XIX (1879) através da família Portela, na pessoa
da Sra. Laura Portela Soares, irmã do Cônego Acylino.
Dona Laura trabalhava o caju para extrair o delicioso suco, cuja preferência do Cônego era sem
passar pelo banho Maria.
Os ensinamentos foram passados para dona Srª. Maria Portela
Veloso, esposa do Sr. Clovis Veloso.
Em Valença, Dona Maria
Portela Veloso (Marica de Sr. Clovis) continuou o trabalho iniciado por dona
Laura, cuja assessoria era feita por: Zulita Portela Mendes que é mãe de
Solange Portela, Teresa Maria da Conceição (ama), e Ana Vim-Vim, as duas
últimas trabalhavam para Dona Marica, também no período da entre safra do caju.
Tereza e Ana Vim-Vim, colhiam os cajus
na roça do Sr. Clovis Veloso, no Sítio Betel, com a ajuda de Dona Bárbara, uma senhora de idade mais avançada
que elas, mas funcionava como orientadora na seleção dos cajus que poderiam ser
colhidos. Com o passar do tempo outras mulheres entraram também na atividade de
recolhimento de cajus, como: Zoraide, Maria Pretinha, Zefinha do Zé Tucum.
Outra pessoa que assessorava Dona Marica, na produção de cajuína, era Dona
Vitória, avó do Chico Zeca, porque cumulava conhecimentos na fabricação de
cajuína, adqueridos quando ainda morava em Oeiras, daí sua importância, considerada
por Dona Marica como seu braço direito e esquerdo, mas nunca como “os olhos e
nem ouvidos”, porque também isso não era necessário.
Um detalhe, o caju era colhido de forma individual num pano
macio para não sofrer nenhuma agressão no pedúnculo, daí o sabor, porque não misturavam caju nem
pelo tamanho, espessura ou mesmo cor. Como os cajueiros eram identificados por
nome de membros da família, trabalhadores e/ou amigos, cuja seleção servia de
base para tratar o caju para fabricação da cajuína. O grande segredo era a
forma como eram cuidados os cajus sob a vigilância de Dona Marica de “Seu
Clovis”.
O Sr. Clovis
Veloso, viajava sempre para Fortaleza, pois era comerciante e em uma dessas
viagens, mandou fazer o rótulo na Coletoria. (Hoje Secretaria de Fazenda).
Produzida de forma artesanal para consumo e venda, inclusive
como produto de exportação através, do
Bar e Restaurante Glória de propriedade do Senhor Gaudêncio Portela Veloso, que
foi responsável pelo intercambio comercial, levando a cajuína produzida em
Valença do Piauí para outros Estados da
Federação Brasileira (Ceará, Pernambuco, São Paulo, Rio de Janeiro e outros).
Através dos caminhoneiros que passavam pelo restaurante diariamente.
A cidade de Valença do Piauí projeta-se no cenário piauiense
como produtora da melhor cajuína da região central do Piauí, uma vez que funciona como um misto entre o
sabor e a tradição.
A história da cajuína se confunde com a história da cidade,
introduzida pela família Veloso nas
primeiras décadas do século XX. O certo é que de bebida especial para pessoas
especiais, conquistou os vários
segmentos sociais da cidade e circunvizinhança.
Dona Marica, não media esforços para realizar um bom
trabalho. Acompanhava tudo de perto, desde a colheita dos cajus até o armazenamento.
Para executar melhor o trabalho e proporcionar o gosto
estético da cajuína de Valença! A
colheita era feita de forma individual e com a mão envolvida em tecido macio,
para não prejudicar o pedúnculo e não afetar na transparência e o sabor. Enfim
os cajueiros se projetaram, “ a cajuína,
feminina e já cristalina e apenas lá em Teresina é que encontrou sua rima”.
Hoje, é comum ainda colocar nomes nas patentes, (São Camilo, Dona Joana, Dona
Júlia, Valença ou mesmo São Francisco, cujo destaque pode ser dado para cajuína confeccionada sob o olhar cuidadoso de Mãe França no Sítio do Pai Larô, localizado ás margens do rio Tranqueira).
Todavia, foi a Dona Maricas Veloso, a grande responsável por
este empreendimento que ganhou fama no Piauí e restante do país. Muitos dos
cajueiros ainda estão vivos e funcionam como testemunhas da história que começa
com Dona Maricas. Atualmente os terrenos e os cajueiros pertencem a propriedade
do Sr. Antonio Carlos Cortez.
Com o passar do tempo, a senhora
Maricas Veloso, repassou a técnica de preparo da cajuína para a senhora Carmina
Veloso, conhecida como Sinhazinha,(Mãe de Dr Nemésio), possuidora de um pequeno
pomar de cajueiro que lhe dava a oportunidade de selecionar os melhores frutos
para fabricação do produto. Maravilhados com a nova bebida, a família do Sr
Francisco de Castro (Chimba), recebeu a receita e passou a produzir a deliciosa cajuína, primeiramente
para o consumo da família, servir às visitas ilustres e presentear amigos mais
íntimos.
Na década de 70 (setenta) do século XX, com o número maior de
cajueiros no pomar, a família Martins(Chimba), começou sua pequena e artesanal
fabricação da apreciada bebida. Os cajus eram colhidos e selecionados
manualmente, como fazia Dona Marica. Após a retirada das castanhas, o pedúnculo
era moído em um pequeno moinho de carne, depois de moído era coado e o suco
concentrado era classificado com cola derretida em água do caju. Em seguida
tampadas e cozidas em banho-maria, em tachos de cobre, os mesmos
que eram utilizados no preparo da rapadura, os quais ficavam sobre as brasas
com as cajuínas de um dia para o outro e depois de frias eram armazenadas e
próprias para o consumo. Antes de serem armazenadas as tampas eram fixadas com
um produto chamado breu.
Segundo o Senhor Valdir e Dona Neli Martins, donos da Cajuína
São Camilo, somente no inicio da década
de 80 (oitenta) do século XX, conseguiram mecanizar a produção,
adquirindo uma máquina melhor. Porém a qualidade e aceitação da cajuína continua sendo a mesma, a
qual era muito apreciada nos Estados de
São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Maranhão (de onde veio uma comitiva para
aprender o processo de fabricação).
Com a eclosão da cajuína, outras famílias também passaram
confeccionar cajuína e lhe atribuírem nome no produto fabricado, porém
mantinham os ensinamentos obtidos para manutenção da qualidade, daí o gosto da
cajuína fabricada em Valença e/ou por Valencianos radicados em outras cidades,
mantem a mesma qualidade.
Atualmente o processo de fabricação da cajuína conquista
espaço inclusive a Associação de Desenvolvimento Comunitário de Município de
Valença do Piauí (ADECOMVAPI), que vem trabalhando, desde a década de 90
(noventa) do século XX, não só a cajuína como também outros derivados do caju,
na área de doces e salgados.
A própria cajuína que atualmente representa uma bebida típica
do Piauí, é cantada por Caetano Veloso, a música Cajuína, que tem letra e
música do próprio Caetano Veloso.
“... Tão pouco turva-se a lágrima nordestina
Apenas a matéria vida era tão fina
E éramos olharmo-nos intacta retina
A cajuína cristalina em Teresina...”
Isto indica que a cajuína é um produto “genuinamente piauiense”,
e também com referencias em Valença do Piauí.
No início, utilizavam as garrafas que vinham com bebidas
(cervejas, refrigerantes, etc). tampando com cortiça, amarravam com barbante e
fixavam com “breu”. Com o passar do tempo, surgiram as tampas de refrigerantes,
mas atualmente existem as tampas próprias adquiridas nas casas comerciais.
BIBLIOGRAFIA
EMATER, Escritório – Valença do Piauí
EMBRAPA
CNPCA – Folder Campanha Nacional de aumento da Produtividade de Cajueiro,
Fortaleza – CE, 1992.
FONTES
ORAIS, Profª Solange Portela, família Martins, Maria de Lurdes Silva e Lima,
vice - presidente da ADECOMVAPI.
NASCIMENTO,
Vera Lúcia Gabriel, Projeto Plano de Divulgação da Cajuina Valenciana nos Bares,
Lanchonetes e Restaurantes.2008 MINISTÉRIO
DA AGRICULTURA DA PECUÁRIA E ABASTECIMENTO: Folder, Cultivo de Cajueiro Anão
Precoce em Regime de Sequeiro.
MARTINEZ,
Marilda Alvares & BARRERA, Paulo, Caju uma planta de mil utilidades, São
Paulo. 1992
TEIXEIRA,
Tomaz, O Piauí do Futuro, ed. Freire & Companhia LTDA, Teresina-PI.
www.letras.mus.br/caetano veloso/44704
sábado, 10 de agosto de 2019
HISTÓRIA DO RIO CATINGUINHA EM VALENÇA DO PIAUÍ
RIO CAATINGUINHA
A Historia do Rio Caatinguinha, se confunde
com a Historia da cidade de Valença do Piauí. Nasce na localidade Olho D’água, a 1 Km da zona urbana da cidade de Valença do Piauí, tem como base
as coordenadas geográficas: 06º 24’
22.2’’ Latitude e 44º 44’ 58.8’’ Longitude Datum Sirgas 2000 MC 39º000’.
Segundo, Reginaldo Miranda: (2008-36), por
volta de 1664, um grupo de bandeirantes se estabeleceu nas margens do Rio Santa
Catarina, onde fundaram o Arraial dos Paulistas, sob o comando do bandeirante
paulista Domingos Jorge Velho. “Nos escombros da povoação foi erguida a atual
cidade de Valença do Piauí.”
Santa Catarina, era o nome antigo do Rio
Caatinguinha, cuja substituição pode ter ocorrido pelo próprio grupo de Jorge
Velho, uma vez que era comum mudarem o nome dos rios. O próprio Jorge Velho,
mudou o nome do rio Paraguaçu, para Parnaíba, em homenagem a sua terra natal
Santana do Parnaíba em São Paulo. O mesmo pode ter ocorrido, com o rio Santa
Catarina, mudar o nome para Caatinguinha, em homenagem ao rio Catinga, situado na mesma região de
onde vieram os bandeirantes.
Revendo autores com trabalhos dentro da
Historia do Piauí, muitos mencionam o rio Caatinguinha como referência
geográfica para o Arraial de Nossa Senhora da Conceição ainda no início do
século XVIII, bem como um período que, o próprio Arraial de Nossa Senhora da
Conceição, foi chamado de Arraial do Caatinguinha até o dia da instalação da
Vila de Valença, no dia 20 de setembro de 1762.
A partir da instalação da vila, o rio
Caatinguinha tornou-se grande referência para os habitantes locais e
transeuntes que por aqui passavam. Suas águas serviam para o consumo doméstico,
saciar a sede dos animais silvestres e nas margens era comum a utilização das
águas para irrigar as vazantes no período do estio.
Com o passar do tempo, foram surgindo os
proprietários, cada um demarcando seus espaços ao longo de seu trajeto até a
confluência no rio Tranqueira no Sítio Veneza.
Estudos apontam que a estrada Real e/ou
Geral, que interligava o norte ao sul, da Capitania do Piauí, passa na margem
esquerda, funcionando como parada obrigatória dos Tropeiros, viajantes e
andarilhos desde o período colonial, ou mesmo para moradores próximos das
Comunidades: Isidória, Buritizal, Fumal e Comboeiro.
A proximidade com o perímetro urbano,
favoreceu a criação de uma afinidade com os moradores que procuravam suas
nascentes para o banho diário ou mesmo como lazer, atraídos pela exuberância da
paisagem, os poços profundos e o micro-clima oferecido. Eram, homens, mulheres
e crianças que frequentavam diariamente as nascentes do Rio Caatinguinha.
As várias transformações ocorridas na
povoação onde atualmente é Valença do Piauí, foram testemunhadas pelo Rio
Caatinguinha, se em tempos remotos aqui foi o arraial que levava o seu nome,
mais tarde chamado de Vila de Valença, nem mesmo a elevação da vila a categoria
de cidade em 1889, o rio Caatinguinha deixou de exercer seu papel como
referência sócio econômica e histórica nesta cidade.
Em 1922, o poeta João Ferry, fez o soneto Minha
Valença, tendo o rio Caatinguinha como base., como expressa na primeira
estrofe.
Minha Valença, é como uma rainha,
Exilada no centro dos Sertões
Corre em seu seio o riacho Caatinguinha
Que a dívide em dois meigos corações.
Em 1924, o Major Inácio Barbosa, finca uma
roda d’água, no leito do Rio Caatinguinha para gerar energia elétrica para sua
residência, no Sítio Canadá.
Em 1932, o Prefeito municipal Abimael Rocha,
vendo o desenvolvimento da cidade e a dificuldade das pessoas no translado de
água para suas casas, mandou cavar um poço para atender as famílias mais
necessitadas. O local escolhido foi as Cacimbas, onde moradores próximos já
tinham seus buracos para retirar a água para o consumo diário. Dentre eles, a
cacimba escolhida para ser adaptada como poço, foi a da Dona Chiquinha, esposa
do Sr. Anfrísio. Este local ficou conhecido por Poço da Prefeitura, ainda
existe ao lado da residência da Professora Iolanda Pereira, no atual Bairro
Cacimbas. O referido Poço é tombado pelo Patrimônio Histórico Cultural de nossa
cidade desde 2002.
Com a construção do Poço das Cacimbas, o rio
Caatinguinha, perdeu muitos de seus frequentadores, devido a distância que
ficava das casas.
Os moradores, das atuais ruas: Aníbal
Martins, Areolino de Abreu, Arlindo Nogueira, Engenheiro Elesbão Veloso, São
João, São José, Cícero Portela, embora não fossem ainda abertas as ruas, mas de
forma fragmentada existiam moradores, passaram usar as águas do Caatinguinha
apenas para lavar roupas.
Da década de 1930 até o início da década de
1960 do século XX, foi um período áureo do Lazer nas nascentes do Caatinguinha,
onde jovens da elite local buscavam o local para o banho, mas seguindo os
princípios da ética, da moral e do respeito e dos bons costumes. No próprio
espaço existia, um local destinado para os homens e outro espaço para as
mulheres, além de ficar um guardião para avisar se podia passar ou não. A cena
se repetia todos os dias no rio Caatinguinha.
No final da década de 1940, existia nas
imediações do Bairro Cacimbas, um local de Lazer chamado de Nova Descoberta,
muito procurado pela juventude de época, existindo assim um desvio de atenção
dos frequentadores assíduos das nascentes do rio Caatinguinha.
No início dos anos 1960, na Quinta dos
Martins, situada próximo ao Sítio Canadá, o casal Zé Tito e Benta, construíram
uma bica aproveitando água do rio Caatinguinha. O local, tornou-se mais uma
opção de lazer para os moradores da cidade e como tinha bebidas e tira gosto,
muitos dos frequentadores do Caatinguinha, ficavam pós lá mesmo.
Segundo o Sr. Chico Gabriel, na década de
1940, ainda existiam muitas árvores frondosas nas suas imediações, como também
animais e aves silvestres. Dentre os animais ele citou o bicho preguiça e
quanto as aves a Seriema. Para preservação, era proibido caçar e se alguém
persistisse era preso. Quem ousasse cortar uma árvore, até mesmo uma vara para
cabo de vassoura, era preso. Mas como tudo que existe tem seus momentos, com o
rio Caatinguinha, não foi diferente.
Em abril de 1956, o poeta valenciano João
Ferry, fez o soneto: Meu Poço Azul.
Meu
poço azul da minha meninice,
Todo
ensombrado de árvores frondosas
Quem
foi que te contou, quem foi que te disse
Que
eu te esquecia nas manhãs formosas?...
Trepado num cipó, sem gabolice,
Em balanços de curvas perigosas,
Eu saltava-ti-bun-go! Aí que doidice,
No mergulho das águas vaporosas!
Depois,
um dia, quando envelhecido,
Procurei
teu regaço abençoado
Para
o banho – Meu Deus, quantos abrolhos!...
Meu
poço azul, havia sucumbido!
Tudo
era morte, mas voltei banhado,
Com
as lágrimas do poço dos meus olhos!.
Observa-se neste soneto, que em 1956, o rio
Caatinguinha, já estava num estágio agravante.
Em 1962, quando o Prof. João Calado, escreveu
o Hino de Valença, buscou inspiração no rio Caatinguinha:
Às margens do rio Caatinguinha
Cercadas de mil matagais
Está Valença dos encantos
Altiva, forte e sem rivais.
Com o tempo, o Rio Caatinguinha foi ficando
em segundo plano, ocasionando pelas novas opções de Lazer da cidade; Outros
porque foram estudar em outros centros ou mesmo residir, em outros lugares
distantes, restando apenas a memória. O rio, ficou visitado por um número
reduzido de pessoas e por Lavadeiras de roupas. Com isso o poder público
municipal também se esquivou, dispensando apenas um olhar menos convergente
para o rio e sua permanência de vida.
Muitas tentativas foram feitas para o
resgate. Todos querem salvar, mas ainda falta um olhar científico para tanto.
“Uma coisa é certa: Morrendo o rio, morre o homem e não temos historia”.
PONTOS DE REFERÊNCIA DO CAATINGUINHA
01-Nascente: Local Olho d’água.
02-Estrada Real
03-Pedra do Defunto
04-Poço Azul
05-Sítio Canadá, onde existia uma moenda.
06-Roda d’água para produzir energia
elétrica.
07-Passagem da Doca (Beco).
08-Ponte Antiga
09-Ponte atual
10-Betel
11-Confluência
no rio Tranqueira
Valença
do Piauí, 05/04/2018.
Professor
Antônio José Mambenga
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