quarta-feira, 1 de julho de 2020

GRUPO CULTURAL JUNINO SANFONA DE OURO

Grupo Junino Sanfona de Ouro
Foto: www.portal v1.com.br


HISTÓRIA DO GRUPO JUNINO SANFONA DE OURO
                                                          VALENÇA DO PIAUÍ
As festas juninas chegaram ao Brasil no período colonial,  de forma tímida e adequadas ao meio social e cultural que estavam expostos. Com o tempo e a sedentarização foram pegando novos aspectos e o ritual isolado da fogueira e a devoção aos santos do mês de junho, Santo Antonio, São João e São Pedro, foram caindo no gosto popular, cuja forma crescente deu lugar a manutenção da tradição lusa e a criação de uma tradição na Terra Brasilis. 
Em 1808 com a chegada da Família Portuguesa, ocorreu a introdução da dança junina chamada quadrilha, com passos marcados e coreografia adaptada da dança de salão da nobreza francesa.
O Rio de Janeiro tornou-se o epicentro cultural e de lá a dança se espalhou para demais capitanias, mas foi no norte que ganharam proporções maiores e adaptações ao gosto e poder pecuniário das pessoas.
No Piauí, não foi diferente. Em Valença de igual forma, cuja manifestações tornaram-se  coletivas a partir do final da década de 1958, quando ocorreu a primeira apresentação da dança de quadrilha junina na Rua do Maranhão na residência do Sr Benedito Oliveira (Didito), no mês de julho por ocasião de festejo de São Benedito.
Esta apresentação foi o divisor entre as manifestações em família, e a manifestação coletiva.
Com a criação do Festival de Quadrilhas em 1989, ocorreu a proliferação do gosto pela dança junina de quadrilhas com passos coreografados em Valença do Piauí, com a formação de grupos mirins, grupos de jovens e adolescentes e grupo de melhor idade.
O Festival de Quadrilhas, anualmente realizado na Praça do Xerem, através do Arraial do Gorgulho, ganhou nome e preferência pelo povo, bem como a criação de novos grupos.
Em 2013, dia 13 de agosto, às 15:30hs, na Biblioteca Pública Municipal, Mãe Ana, ocorreu uma reunião com jovem e adolescentes de nossa cidade, dissidentes de outros grupos que haviam dado um tempo em suas atividades, para o lançamento do pojeto para criação de um Grupo Junino que atendesse aos anseios de grande parcela da juventude  e aos novos paradigmas que a dança caipira em Valença estava seguindo, também com o intuito de manter viva a tradição e a condução das festas caipiras realizadas no mês de junho na cidade.
A reunião foi conduzida pelos produtores culturais: Luan Santana e Fabio Viterbino. Lançado o projeto, ocorreu aceitação pelos participantes e de imediato foi criado um nome para grupo e aprovado. Nasceu naquele momento o Grupo Cultural Sanfona de Ouro.
Para os organizadores, “a cultura de um povo é grande quando todos são protagonistas”.  Baseado neste contexto e em parceria com o grupo Explosão Junina do Leomar Rodrigues o objetivo do grupo era mediar os anseios dos admiradores da tradição como também atender o gosto estético da contemporaneidade. Foi neste clima entre o passado e o contemporâneo que o Grupo Junino Sanfona de Ouro se projetou para tornar-se vanguarda em nossa cidade uma vez que, foi no “ressoar da sanfona” e em outras ambientações da cultura de raiz que foram emoldurados nossos costumes e tradições, acreditando-se que ninguém é uma ilha, daí o querer coletivo torna-se realidade na tentativa de alavancar cada vez mais a expressão do nosso povo como forma de manifestar as artes, as danças, os contos, os causos, a culinária e as bebidas típicas, como a capacidade que cada um tem de levar aos mais longínquos espaços, o conhecimento da cultura popular e sua pluralidade sócio educativa.
O compromisso de Grupo Sanfona de Ouro, é mediado mais pelo “querer” de que no poder, na certeza de estar contribuindo para o engrandecimento da cultura em Valença e em todo Território do Vale do Sambito, através da chama ardente incrustada no ámago de cada dançarino, seja no gingado ou mesmo nas coreografias mais complexas.
A grande pretensão do grupo Sanfona de Ouro, é externar de forma cultural o querer de um grupo de jovens que permeia cultura acreditando no poder da transformação daquilo que podemos chamar coletivo, porque tudo que vem do povo vem da cultura de raiz porque é no próprio povo que se encontra respaldo para levar adiante o grandioso trabalho do grupo Sanfona de Ouro em Valença do Piauí.
Em 2014, por ocasião do Jubileu de Prata do Festival Cultural de Quadrilhas Juninas de Valença do Piauí, através do Arraiá do Gorgulho, no Espaço Cultural do CSU, sob o anseio do povo de Valença, as 22 horas e 35 minutos o Grupo  Junino Sanfona de Ouro fez sua estreia no Festival municipal. Neste dia o grupo não participou da competição, para o delírio do povo, fez apenas apresentação, por sinal uma perfeição.
Luan Fernandes, sob a graça de Deus e das pessoas de boa vontade conduz o destino deste grupo cultural, porque “lutar é preciso” e a cultura não pode morrer.
  No dia seguinte, já estavam estampados na mídia e rede sociais o mais novo grupo cultural junino de Valença, bem como o trabalho para apresentação no ano seguinte.

Valença do Piauí, 26 de julho de 2020
Texto: Prof. Esp. Antonio Jose Mambenga




quinta-feira, 26 de março de 2020

PROFª ROSA SANTOS MARTINS DE CASTRO

                                                             MENSAGEM

A Diretoria do crovapi, ainda consternada pela passagem da Profª Rosa Santos Martins de Castro para o Plano Superior, apresenta a família enlutada as sinceras condolências.
Dona Rosinha Martins como era conhecida, muito contribuiu com o desenvolvimento de nossa cidade, seja na educação, seja em ações sociais, culturais e religiosas. No que se refere ao Crovapi, foi uma abaluarte, mediando juntos aos órgãos públicos e privados não só de nossa cidade, como a nível de Estado e Brasil, para que o operário valenciano tivesse uma  entidade representativa, tanto que em fevereiro de 1972, seu grande sonho se realizar, com o nome de Clube Recreativo dos Operários de Valença do Piauí e em 1974, intercedeu junto ao Ministro Reis Veloso, a primeira grande reforma e ampliação com alvenaria. Por tudo isso, somos gratos pela forma ativa como pensou e concretizou este grandioso trabalho, juntamente com os outros operários, inclusos como sócios fundadores.
Como diz Eclesiastes, para tudo há um tempo, para cada coisa há um tempo debaixo dos céus: Tempo de nascer, tempo para morrer... O certo que o seu tempo aqui na terra chegou e  seu chamado foi feito pelo Pai Supremo neste 18 de março de 2020.
“Que os sentimentos bons que assinalaram a vida de Dona Rosinha Martins, durante a sua trajetória por entre nós façam fortalecer a terra da nossa alma para que possamos compreender a razão da vida e pra onde vamos. E num gesto de amizade e solidariedade cristã, a Direção do CROVAPI, ao tempo em que tributa a memória da Profª ROSA SANTOS MARTINS DE CASTRO, une-se à sua família, parentes e amigos desejos de que a fé, a esperança e a caridade suprem qualquer sentimento de perda e nos lembrem de que é morrendo que se vive para a vida eterna”.
                                          Valença do Piauí, 18 de março de 2020
                                                ARÃO PEREIRA DA SILVA
                                                          PRESIDENTE