quarta-feira, 21 de outubro de 2026

 

Entre as maravilhas esculpidas pela natureza, a Serra do Mocambo, em Lagoa do Sítio, desponta como um santuário de beleza e mistério. Seus atrativos são plurais e encantam tanto pela imponência quanto pela história que carregam. Algumas formações geológicas impressionam por se assemelharem a figuras humanas, mas é o famoso "Carneiro de Pedra" que rouba a cena — uma das formações mais belas e singulares de todo o Território do Vale do Sambito. No mesmo cenário, as pedras contam suas próprias histórias e deleitam os visitantes: a imponente Pedra de São Francisco e o inconfundível Carneiro de Pedra, a única formação do Vale com essa semelhança tão perfeita. E os encantos não param por aí. A Serra guarda ainda um tesouro ancestral: inscrições rupestres em forma de espiral, marcas eternizadas que atravessaram séculos. A Serra do Mocambo te espera. Venha se encantar, contemplar e viver essa experiência única.

Entre as maravilhas esculpidas pela natureza, a Serra do Mocambo, em Lagoa do Sítio, desponta como um santuário de beleza, fé e mistério .Seus atrativos são plurais e encantam tanto pela imponência quanto pela história. Algumas formações geológicas impressionam por se assemelharem a figuras humanas, mas é o famoso "Carneiro de Pedra" que rouba a cena — uma das formações mais belas e singulares de todo o vale do sambito.

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

 

                                 FESTA DE SÃO GONÇALO EM VALENÇA DO PIAUÍ

Em Valença do Piauí, o povo encontra uma ligação bem forte na base da cultura através do Folclore. Se por um lado se deleita com a beleza advinda das manifestações populares. Por outro lado, vive momentos festivos que resistem e persistem no cotidiano das pessoas. Tudo funcionando como um elo entre o ser e o querer, ou mesmo como expressão do belo, mantendo um sentimento vivo de pertencimento recheado de uma herança herdada dos ancestrais.

 Dia 22 de agosto, o calendário judaico cristão aponta como uma data festejada no Brasil como dia do Folclore. Daí as manifestações ocorrerem, de forma tímidas e/ou de forma mais aguçada, porém foi na escola municipal Oto Veloso, no Bairro Novo Horizonte que aconteceu através de um projeto artístico cultural.

Cada escola da rede municipal, trabalhou o tema folclore, mediante projetos  e  seus objetivos propostos.

 Enquanto remanescentes de Dona Preta, e Pedro Bolô, na Rua São João,  realizaram a tradicional Roda de São Gonçalo, animada pelo sanfoneiro Chico Ceará e grupo, cujo som ora era complementado pelo canto das dançarinas, dentre elas Maria do Zé Miguel e Deusinha da Valencinha e do Ó do Ze Vicente dentre outras, o santo entrou em procissão, conduzido por o Prof Nelson Barbosa, e uma fotografia em tamanho 45x30cm de Noinha, sua genitora, que enquanto viva deu continuidade as Rodas de São Gonçalo, como herança herdada de sua avó materna, Dona Virgulina, antiga moradora do Largo da Bela Flor. Os puxadores se entrelaçavam ao som do toques nas cuias. A festa foi bonita. Enquanto as dançarinas rodopiavam no trancelim ao som de cuias tocadas por bons puxadores, nomes como Marias Franciscas e Terezinhas, Lúcias,  se entrelaçavam seguindo um ritual. No fundo despertavam uma tristeza pela partida da grande dançarina, Maria José do Jeremia, ocorrido na manhã do dia 21 de agosto deste ano de 2026. As dançarinas, ora cantavam o bendito do santo. Ora, choravam pela partida da griô. O certo que entre o choro e as lágrimas, as rodas aconteceram e o folclore vivia sua festa, através da promessa feita ao santo, foi cumprida.

 A Roda de São Gonçalo, e/ou Dança de São Gonçalo, pode ser considerada a manifestação folclórica de maior uso em Valença do  Piauí, por acontecer praticamente o ano todo, seja na periferia da cidade, raramente no centro na casa dos filhos da Nóia Bolô, ou mesmo na casa de Dona Hildete,  no Bairro Lavanderia, mas é na zona rural onde a manifestação ocorre com mais frequência, seguindo todo ritual pertinente! No bairro Novo Horizonte, o Cosmo, filho de Dona Ditosa Cesorte, se destaca como exímio puxador de Roda de São Gonçalo, cuja condução é do trabalho é uma festa.

Texto Prof. 

 

 

 

 

 

 

 

 

sábado, 4 de julho de 2026

 

                                           SR PLÁCIDO, (SEU PRAÇA COMO É CONHECIDO)

Plácido Martins de Santana, mais conhecido como “Seu Praça”, nascido em 4 de março de 1944, é um verdadeiro guardião da cultura popular em Valença do Piauí. Criado no seio da vida campesina, onde adquiriu conhecimentos e referências através da observação constante da natureza e das manifestações culturais existentes.

O som dos pássaros e dos instrumentos de trabalho, utilizados desde a infância, moldaram sua sensibilidade e criatividade.

 O som da sanfona, do pandeiro e do triângulo, por ocasião das festas juninas, o inspiraram a se destacar como exímio dançarino de Quadrilhas Juninas. Foi neste clima festivo que Seu Praça enveredou para a cultura popular, criando há quase 50 anos a Quadrilha Felicidade, em Valença do Piauí.

A Quadrilha Felicidade é a única em Valença,  que  mantém as tradições ligadas às antigas manifestações  da cultura chã do sertão. Com  esforço e dedicação, Seu Praça consegue dizer, com orgulho, "Viva São João!  Anavã! Anarriê! Viva os noivos! Olha a chuva! Cruz, |Cruz, lá vem o redemunho!

Seu Praça é um exemplo vivo da importância da cultura Valenciana, mostrando que tradição e  criatividade podem caminhar juntas. Ele é uma referência da cultura popular, e sua contribuição para a preservação das tradições é inestimável.

Com sua Quadrilha Felicidade, ele continua a inspirar novas gerações a valorizar e preservar a cultura popular, garantindo que as tradições sejam mantidas vivas para sempre.  Sua obra é um legado para a posteridade.

Em 2025, Seu Praça, foi reconhecido como Patrimônio Vivo da Cultura

 

quinta-feira, 7 de maio de 2026

 

 
MAESTRINA ELOISA FERREIRA  
VALENÇA DO PIAUÍ 


Eloisa Ferreira, uma mulher que soube viver e conviver com a família, arte e cultura em Valença do Piauí. Primeira e única mulher até a atualidade na cidade ter exercido a função de  maestrina  até a atualidade. Sua  beleza era de inibir as mais belas mulheres que viviam no   Monte Olímpio; sua capacidade musical em Valença, entre os anos 1940 e o limiar da década de 1960 era de impressionar até mesmo a Deusa  Euterpe caso estivesse vivido na antiga Grécia, mas quis o destino, que Eloisa Ferreira, vivesse em solo valenciano sob os murmúrios da águas do Riacho Catinguinha, de onde suas notas musicais ganhavam sonoridade e saciavam os gostos mais refinados  nos bailes realizados no salão nobre da antiga Prefeitura situada na Praça José Martins, ou mesmo nas refinadas festas do Teatro das Artes, também chamado de Cassino Valenciano. Sua flauta, era uma  dádiva Divina, porque dela o querer se tornava ser e a vida um enigma para futuras gerações entenderam que a música em Valença tinha um nome e se chamava Eloisa Ferreira. Num período que arte valenciana procurava criar uma identidade, cujos músicos agiam com um pensar artístico, idealista e social, buscando na beleza e elevação moral, usando o que vinha de fora para falar da terra, e encontrando respostas na forma eclética musical de Eloisa Ferreira. Nas festas que animava nas residências da elite local situadas nos entornos da Praça Jose Martins, bem como as que aconteciam de forma mais esporádicas nos espaços coletivos da cidade muito mais líricos que crítico para época. Enquanto das cordas de seu violão, a arte atingia os corações mais palpitantes da juventude valenciana que rumava para entrar numa nova era, os Anos Dourados. Enquanto isso, a cidade crescia, a rua Mundico Dantas, se transformava em Rua dos Estudantes, cuja parada obrigatória era ficarem frente a casa de Dona Preta Bolô, para ouvir Eloisa Ferreira, retirar de seus instrumentos, ora a flauta, ora o violão, ou quando preferia, apenas cantar músicas da época. Muitos, mais os rapazes, permaneciam até ouvirem o toque da cineta do Ginásio Santo Antônio, que ficava a uns 100 metros, na antiga casa onde nasceu Otávia Poty, primeira Enfermeira do Piauí. Quando Eloisa, via o deslocamento dos alunos, aproximava de uma das janelas que dava visão para rua e debruçada continuava as melodias. Assim tornava  cotidiano estes momentos em Valença do Piauí no final dos anos 1940 e início da década de 1950.

Texto Prof. Antonio José Mambenga (Especialista em História Social da Cultura - (ufpi)

 

 

 

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