sábado, 4 de julho de 2026

 

                                           SR PLÁCIDO, (SEU PRAÇA COMO É CONHECIDO)

Plácido Martins de Santana, mais conhecido como “Seu Praça”, nascido em 4 de março de 1944, é um verdadeiro guardião da cultura popular em Valença do Piauí. Criado no seio da vida campesina, onde adquiriu conhecimentos e referências através da observação constante da natureza e das manifestações culturais existentes.

O som dos pássaros e dos instrumentos de trabalho, utilizados desde a infância, moldaram sua sensibilidade e criatividade.

 O som da sanfona, do pandeiro e do triângulo, por ocasião das festas juninas, o inspiraram a se destacar como exímio dançarino de Quadrilhas Juninas. Foi neste clima festivo que Seu Praça enveredou para a cultura popular, criando há quase 50 anos a Quadrilha Felicidade, em Valença do Piauí.

A Quadrilha Felicidade é a única em Valença,  que  mantém as tradições ligadas às antigas manifestações  da cultura chã do sertão. Com  esforço e dedicação, Seu Praça consegue dizer, com orgulho, "Viva São João!  Anavã! Anarriê! Viva os noivos! Olha a chuva! Cruz, |Cruz, lá vem o redemunho!

Seu Praça é um exemplo vivo da importância da cultura Valenciana, mostrando que tradição e  criatividade podem caminhar juntas. Ele é uma referência da cultura popular, e sua contribuição para a preservação das tradições é inestimável.

Com sua Quadrilha Felicidade, ele continua a inspirar novas gerações a valorizar e preservar a cultura popular, garantindo que as tradições sejam mantidas vivas para sempre.  Sua obra é um legado para a posteridade.

Em 2025, Seu Praça, foi reconhecido como Patrimônio Vivo da Cultura

 

quinta-feira, 7 de maio de 2026

 

 
MAESTRINA ELOISA FERREIRA  
VALENÇA DO PIAUÍ 


Eloisa Ferreira, uma mulher que soube viver e conviver com a família, arte e cultura em Valença do Piauí. Primeira e única mulher até a atualidade na cidade ter exercido a função de  maestrina  até a atualidade. Sua  beleza era de inibir as mais belas mulheres que viviam no   Monte Olímpio; sua capacidade musical em Valença, entre os anos 1940 e o limiar da década de 1960 era de impressionar até mesmo a Deusa  Euterpe caso estivesse vivido na antiga Grécia, mas quis o destino, que Eloisa Ferreira, vivesse em solo valenciano sob os murmúrios da águas do Riacho Catinguinha, de onde suas notas musicais ganhavam sonoridade e saciavam os gostos mais refinados  nos bailes realizados no salão nobre da antiga Prefeitura situada na Praça José Martins, ou mesmo nas refinadas festas do Teatro das Artes, também chamado de Cassino Valenciano. Sua flauta, era uma  dádiva Divina, porque dela o querer se tornava ser e a vida um enigma para futuras gerações entenderam que a música em Valença tinha um nome e se chamava Eloisa Ferreira. Num período que arte valenciana procurava criar uma identidade, cujos músicos agiam com um pensar artístico, idealista e social, buscando na beleza e elevação moral, usando o que vinha de fora para falar da terra, e encontrando respostas na forma eclética musical de Eloisa Ferreira. Nas festas que animava nas residências da elite local situadas nos entornos da Praça Jose Martins, bem como as que aconteciam de forma mais esporádicas nos espaços coletivos da cidade muito mais líricos que crítico para época. Enquanto das cordas de seu violão, a arte atingia os corações mais palpitantes da juventude valenciana que rumava para entrar numa nova era, os Anos Dourados. Enquanto isso, a cidade crescia, a rua Mundico Dantas, se transformava em Rua dos Estudantes, cuja parada obrigatória era ficarem frente a casa de Dona Preta Bolô, para ouvir Eloisa Ferreira, retirar de seus instrumentos, ora a flauta, ora o violão, ou quando preferia, apenas cantar músicas da época. Muitos, mais os rapazes, permaneciam até ouvirem o toque da cineta do Ginásio Santo Antônio, que ficava a uns 100 metros, na antiga casa onde nasceu Otávia Poty, primeira Enfermeira do Piauí. Quando Eloisa, via o deslocamento dos alunos, aproximava de uma das janelas que dava visão para rua e debruçada continuava as melodias. Assim tornava  cotidiano estes momentos em Valença do Piauí no final dos anos 1940 e início da década de 1950.

Texto Prof. Antonio José Mambenga (Especialista em História Social da Cultura - (ufpi)

 

 

 

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